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Evani Justus conquista primeira reeleição de Guaratuba

A prefeita de Guaratuba, Evani Justus (PSDB), venceu a eleição com 46,5% dos votos. A primeira mulher a governar o município superou o tabu de os eleitores nunca reelegerem um prefeito na cidade. O empresário Vandir Esmaniotto (PT) foi eleito vice-prefeito.
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Em segundo lugar ficou José Ananias (PMDB), 38,9% dos votos. Betinho Jamur (PPS) obteve 8,4%. Houve 3,6% de votos nulos e 2,53 de votos em branco.Compareceram 20.502 eleitores (80,5%) de um total de 25.483 inscritos.

Evani conseguiu superar três ex-prefeitos que estavam aliados: Ananias (dois mandatos), Miguel Jamur (cinco mandatos) e Everson Kravetz (um mandato). “Acabou o tempo dos coronéis e da política da intimidação”, disse Evani após a vitória.

Além da popularidade inegável de Ananias, a prefeita enfrentou uma campanha de agressões e ameaças de retaliação promovidas por Ananias. O próprio candidato chegou a perseguir uma carreata de Evani para dirigir ofensas a ela. Funcionários públicos e pessoas que trabalharam na campanha de Evani eram constantemente ameaçados de perseguição. De positivo, a campanha de Ananias contava com aliados aguerridos. Alguns candidatos a vereador das coligações de Evani acabaram mudando de lado.

A vantagem de votos de Evani acabou sendo bem menor do que apontavam as pesquisas realizadas pela imprensa de Curitiba. Sondagem da Rádio Banda B feita uma semana antes da eleição, indicava que Evani teria 48,2% dos votos, Ananias 26,8% e Betinho 8%. A pesquisa mostrou que havia 14,4% de indecisos e que 2,6% não votaria em nenhum dos candidatos.

77% de renovação na Câmara 

Na Câmara houve uma grande renovação. Dos 13 eleitos, apenas três são vereadores atualmente: Laudi Carlos de Santi Tato (PT), Sergio Alves Braga (PSB) e José Carlos Gonçalves “Joia” (PSD). Os escândalos de diárias e um aumento de salário ilegal que os vereadores concederam a si mesmo, desencadearam o movimento de “100% de Renovação na Câmara”. Houve 77%. O atual presidente, Paulo Eder de Araujo (PSC) também sofreu desgaste ao agredir um jornalista do Correio do Litoral.com durante cobertura sobre o aumento dos salários. Ele acabou sendo o único a não concorrer à reeleição.

A prefeita conseguiu conquistar uma maioria folgada na futura Câmara. As quatro coligações que a apoiaram elegeram 10 dos 13 novos vereadores. Um dos eleitos da situação, Joia, apoiou Ananias e responde a processo por infidelidade. A primeira suplente é Ana Maria Correia (PTdoB), que responde ao mesmo processo. Se os dois forem expulsos de seus partidos, assume Ilson Rhoden Fleck (PR).

O mais votado foi o ex-vereador Mordecai Magalhães de Oliveira (DEM), com 741 votos – 3,77% dos votos válidos.

Ananias pode ficar inelegível até 2018

Além da derrota nas urnas, Ananias ainda aguarda julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de um recurso contra sua inelegibilidade. O ex-prefeito teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral de Guaratuba, recorreu e perdeu no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), recorreu ao TSE e ainda não foi julgado. Na divulgação oficial do TSE, os votos dados a Ananias aparecem como nulos.

Ananias foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa (Lei das Inelegibilidades). Ele teve as contas de quando era prefeito em 2003 reprovadas pelo Tribunal de Contas e pela Câmara de Vereadores. A Justiça Eleitoral considerou que as irregularidades foram insanáveis e que houve dolo (intenção de cometer). Se o TSE mantiver a decisão, ele ficará inelegível por oito anos a partir da reprovação das contas, que foi em 2010.

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