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Greve dos Petroleiros atinge Repar e terminais de Paranaguá e São Francisco

A greve de 72 horas dos petroleiros foi iniciada às 23h30 desta terça-feira (29) e atinge o Terminal Aquaviário de Paranaguá (Tepar), os terminais de São Francisco do Sul, Biguaçu, Guaramirim e Itajaí e o Edifício Administrativo da Transpetro de Joinville (Ediville). No Paraná, também alcança a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul;

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou que mesmo com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, a paralisação da categoria acontecerá, pelo menos até as 23h30 de quinta-feira (31). Na sexta-feira (1º de junho) a categoria vai definir se retoma a greve.

Reivindicações

De acordo com os petroleiros, “o movimento protesta contra o aumento abusivo dos preços dos combustíveis e gás de cozinha; contra a privatização da empresa; pela retomada da produção interna de combustíveis; pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo, pela garantia dos empregos e pela saída imediata do presidente da Petrobrás, Pedro Parente”.

Andamento da greve

Segundo o Sindipetro Paraná e Santa Catarina, na Repar, em Araucária, a direção da empresa trancou os portões da fábrica por volta das 23h00 de terça-feira (29), próximo ao horário da troca de turno de revezamento de trabalhadores. Na manhã desta quarta (30), os petroleiros realizaram um protesto em frente à Refinaria e continuaram com a greve.

No Terminal da Transpetro de Paranaguá, o movimento foi similar ao da refinaria, com corte de rendição do turno à zero hora de terça e contingência da empresa na operação. Movimento prosseguiu pela manhã. O mesmo aconteceu na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul. Em todas as unidades, os trabalhadores permanecem mobilizados na frente das fábricas.

Nas unidades de Santa Catarina a greve também conta com grande adesão dos petroleiros. Trabalhadores do Edifício da Transpetro de Joinville e dos terminais de Biguaçu, São Francisco do Sul e de Itajaí paralisaram as atividades e se deslocaram até o Terminal de Guaramirim para a realização de um ato conjunto na manhã desta quarta.

Abastecimento não será comprometido, diz Sindipetro

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina esclarece que se trata de uma greve de advertência de 72 horas e não existe qualquer risco de desabastecimento do mercado. O protesto é “para alertar a sociedade sobre o equivocado modelo de preços adotado pela Petrobrás na gestão de Pedro Parente, atual presidente da companhia, que acompanha a cotação do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional”.

Continua o Sindipetro: “Desde julho de 2017, quando a nova política de preços passou a vigorar, os reajustes passaram a ser diários. A Petrobrás já alterou 230 vezes os preços nas refinarias, com aumentos de mais de 50% na gasolina e diesel, enquanto os preços do GLP tiveram 60% de reajuste. Paralelamente a isso, Pedro Parente subutiliza as refinarias do Brasil, que hoje operam com apenas 65% de suas capacidades de produção. Tal medida fez com que as importações de diesel e gasolina disparassem e, em consequência, os preços também. Com essas ações, o governo Temer e a gestão de Pedro Parente são responsáveis pelo desabastecimento do mercado interno de combustíveis.”

Foto: Sindipetro PR-SC
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