Correio do Litoral
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“Dirigentes do PPS de Guaratuba difamam e perseguem”, denuncia vereador

Dirigentes municipais do Partido Popular Socialista de Guaratuba difamaram, perseguiram e, finalmente, expulsaram este vereador por não saberem conviver com a democracia e com um mandato que representa e defende o povo.

Por meio desta publicação torno público o processo de expulsão movido por alguns dirigentes que controlam a agremiação partidária e que colocam suas ambições pessoais acima dos interesses da população. O povo de Guaratuba é testemunha do processo de difamação movido contra mim e minha família pelo senhor Saint-Clair semanalmente em seu jornal. Pois este senhor é o mesmo que pediu minha expulsão e conseguiu seu intento maléfico.

Não escondo nada, nem mesmo as falsas acusações que me fizeram. Cabe ao leitor julgar e tirar suas conclusões.

1) Me acusaram de “descumprir orientações partidárias” relativa às diárias de ressarcimento da Câmara.
Esta acusação é estapafúrdia e finge ignorar a legislação que determina o ressarcimento de despesas no serviço público e que existe até mesmo nas empresas privadas. Finge ignorar que o próprio relator do processo de expulsão, o ex-vereador e ex-candidato derrotado à prefeitura Maurício Lense, também recebeu diárias quando atuava na Câmara. Uma das ocasiões em que recebeu diárias, a famosa viagem a Foz do Iguaçu, gerou grande polêmica na Câmara.

2) Alegaram que “descumpri orientação partidária” na votação de projeto de lei.
Esta acusação revela que os dirigentes do PPS tentam passar por cima da Constituição e colocam os seus projetos pessoais acima do interesse de Guaratuba. Fui eleito pelo voto popular por isso assumi o mandato. Mandato outorgado pelos meus eleitores para representar toda a população guaratubana. Nem eu, nem os eleitores deram procuração para os dirigentes do PPS exercerem este mandato em meu lugar. Não abro mão deste direito e deste dever. A Constituição e a Democracia estão ao meu lado.

3) Os acusadores denunciam que estou inadimplente com as contribuições partidárias.
Este ponto mostra quanto são elitistas, interesseiros e mal intencionados os dirigentes do partido. Criaram uma mensalidade meses depois de eu ser eleito. O próprio relator do processo, Maurício Lense, quando era vereador, nunca pagou esta mensalidade. É importante destacar que, para tentar compreender para onde iria o dinheiro do mensalinho, protocolei um pedido formal de prestação de contas dos gastos efetuados pelos dirigentes. Mas eles não responderam. Também solicitei relação de contribuições dos membros que possuem ou possuíram mandato eletivo, e eles também não responderam. O que eles escondem pode ser um dos motivos pelo qual pediram minha expulsão.

3) Acusam este vereador de não enviar ao partido cópias dos projetos de lei em tramitação na Câmara.
Entre os motivos de minha expulsão está o descumprimento desta exigência absurda. Os projetos de lei são públicos e todos os cidadãos podem acessar. Os projetos dão entrada na Câmara em sessão pública. O outro vereador do PPS que foi eleito junto comigo e é líder do partido na Câmara supostamente já envia estas cópias aos dirigentes – se não o fizesse já teria sido expulso ou nem teria sido escolhido líder. Por que os dirigentes iriam precisar de duas cópias e por que a não obtenção desta segunda cópia motiva a expulsão de um parlamentar?

4) Acusam e difamam minha família de ter emprego na Prefeitura.
A acusação de nepotismo é falsa e é passível de responsabilização criminal por ter sido feita inclusive no jornal do difamador. Expuseram minha filha à execração pública. Esclareço que ela é maior de idade e não depende financeiramente de mim. Expliquei aos inquisidores que, na condição de vereador, como membro do Poder Legislativo, não tenho competência para nomear ou demitir servidor do Poder Executivo. Afirmei para a Comissão Inquisidora e informo ao público que também não solicitei ao prefeito a nomeação de nenhum parente.

Deixo claro meu profundo respeito ao Partido Popular Socialista. Me filiei porque acreditava na história do PPS e porque ele tinha um projeto em favor de Guaratuba. Com tristeza, descubro que a agremiação local é dirigida por um pequeno grupo que defende apenas seus projetos pessoais.

De minha parte, cabe tomar as medidas legais, defender a Constituição e, no exercício de meu mandato, buscar defender o povo de Guaratuba.

Nei Stoqueiro, vereador.

Conteúdo da Assessoria do vereador Nei José de Barros Stoqueiro

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