Correio do Litoral
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Método Chico Bento aplicado na herpetologia

Descrevi o Método Chico Bento de Levantamento Biológico na minha carta “Em meio às aves” (Meijer 2017). Para a sua aplicação existem três requisitos básicos: o pesquisador (a) está sem pressa, (b) fixou residência no coração da sua área de pesquisa e (c) não faz buscas nem coletas. Na carta referida mostrei que o método é aplicável em levantamentos qualitativos de aves e hoje quero mostrar que serve também para um levantamento quali e quantitativo de répteis.

Desde 2003 resido na APA de Guaraqueçaba, uma região selvagem onde recebi o apelido de “dedo-duro do IBAMA”. Acontece que certos moradores acham suspeito o meu costume de caminhar diariamente pelas estradas. Na realidade, caminho para me exercitar, para arear a cabeça, buscar inspiração e quem sabe encontrar uma planta, bicho ou pessoa interessante. Desde sempre aproveito essas caminhadas também para anotar os animais encontrados mortos pelo tráfego. Assim, tenho acumulado dados sobre mil e quatrocentos animais mortos pelo tráfego a partir de 2003, nos municípios de Guaraqueçaba e Antonina. Destas vítimas:
668 são répteis, representando 25 espécies;
489 são anfíbios, representando 15 espécies;
172 são aves, representando 76 espécies;
51 são mamíferos, representando 16 espécies.

(Veja continuação do texto no documento abaixo)

Carta 206. Método Chico Bento… outra vez

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