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Moradores de Guaratuba criam grupo para reivindicar melhoria em ruas

Cerca de 30 moradores de diversos bairros de Guaratuba estiveram na Câmara de Vereadores na sexta-feira (22) para reivindicar melhorias em ruas e obras para evitar alagamentos. Eles foram mobilizados por Sara Soares Junger, do Brejatuba, depois da chuvarada do dia 17.

Naquele domingo, choveu mais de 100 milímetros de um total de 200 milímetros do final de semana – dois terços do previsto para todo o mês de fevereiro. As fortes chuvas ainda coincidiram com a maré alta.

A empresária Sara, de 31 anos, criou um grupo no Whatsapp e começou a mobilizar as pessoas. Na Câmara, compareceram os vereadores Claudio Nazário, Laudi Tato e Donizete Pinheiro.

Sara abriu a reunião: reclamou da valeta aberta e da falta de pavimentação em um trecho da rua onde mora, a São José dos Pinhais. “Em frente à rua tem um terreno abandonado, que está sendo usado como lixão. Na lateral do terreno, na rua Marechal Deodoro, não há mais espaço para o pedestre se locomover, pois o mato e o lixo tomaram conta da rua”, disse.

Para Elaine, da região entre o Carvoeiro e o Piçarras, o maior problema é um valetão na rua Rui Barbosa, que atravessa os dois bairros e que quando transborda inunda diversas ruas. Outra rua crítica, relata, é a São João Batista Pedroso, paralela à Rui Barbosa.

Adelia, do Carvoeiro, cita ainda as ruas Piraí do Sul e reclama que empresários donos de chácaras “que têm (maior) poder aquisitivo” poderiam ajudar os vizinhos mais pobres se fizessem a roçada nos limites de seus terrenos e ajudassem a cuidar dos acessos nos fundos das propriedades. Ela também reclamou do serviço feito pela prefeitura na colocação de manilhas em seu terreno e pediu a pavimentação do trecho que ainda falta na avenida Pescaça.

Gilson, do Coroados, contou que são três as ruas mais afetadas por alagamentos no bairro e apresentou o diagnóstico de cada situação. Segundo ele, a avenida Santa Catarina alaga porque muitos proprietários colocaram manilhas de 40 ou 60 centímetros. Para ele, seria necessário usar tubos de 1 metro ou mais. Já o alagamento da avenida Guanabara, explica, sofre a influência de um mangue, “uma área imexível, que o IAP não permite mexer”. Já na avenida Piauí, segundo ele, residências foram construídas nas margens de um rio e precisam ser relocadas”.

Ítalo, do Centro, reclamou a limpeza dos meios-fios e sugeriu uma campanha de conscientização, principalmente voltada às crianças contra jogar lixo nas ruas que acabam indo parar em bueiros e nas galerias.

Ivete, do Mirim, reclama de um procedimento da prefeitura e levanta uma polêmica antiga em Guaratuba: a remoção do material das valetas que é deixado na rua. Segundo a Secretaria de Obras, é inviável tentar colocar o material molhado nos caminhões. Para a equipe da Secretaria, a lama tem de ficar ali até enxugar, o que leva um ou dois dias, antes de ser transportada. Do contrário, explicam, a água iria escorrer da caçamba do caminhão durante o percurso até o local onde será depositado (chorume), deixando ruas sujas e com mau cheiro. Em alguns casos, o material retirado do fundo é usado para aumentar a altura das valetas, como uma barreira contra o lixo que é jogado nas ruas.

Ezequiel, da Vila Esperança, reclamou dos vereadores que não compareceram. Ele pediu a limpeza das valetas e citou duas ruas críticas do bairro: Tiago Pedroso e João Batista Pedroso. Cristiano, do Cohapar II, lembrou a limpeza feita no rio dos Paus pela Prefeitura após um protesto dos moradores. Ele também reivindicou colocação de lombadas contra a velocidade dos carros – curiosamente, o problema ficou mais crítico devido ao aumento de ruas pavimentadas nos bairros de Guaratuba.

Josete, do Nereidas, pediu a troca de uma manilha e a pavimentação na rua Venezuela. João, do bairro Figueira. Também reclamou da bitola pequena das manilhas que foram instaladas em algumas ruas. Juliano, da Barra do Saí, diz que o bairro não foi afetado pela última chuvarada, mas lembra que muitas melhorias que o bairro recebeu, como a dragagem dos rios, foram graças à mobilização da comunidade. “Tem de sair da rede social, tirar a bunda da cadeira”, aconselhou.

Sara Junger protocolou na Prefeitura a relação de 68 trechos de ruas que precisam de obras e serviços contra alagamentos. No grupo do Facebook SOS Guaratuba ela anuncia que pretende marcar uma reunião com o prefeito Roberto Justus e fez uma votação para saber se iriam todos os membros do grupo ou alguns representantes. Por 29 votos a 13, ficou decidido pela ida apenas dos representantes.

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