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Seminário em Guaratuba debate problemas do cultivo de ostras

Fotos: Emater

O Instituto Emater promove na sexta-feira (9), em Guaratuba, O II Seminário Regional de Desenvolvimento da Maricultura.

O evento será no salão comunitário do bairro Caieiras, com início às 9h e encerramento às 17h. Diversos pesquisadores das universidades Unespar, UFPR e UFSC ministrarão palestras sobre os problemas que têm limitado o desenvolvimento da maricultura, em especial ostreicultura, no litoral do Paraná. Manejo, controle de incrustantes e produção de sementes são os principais temas que serão abordados nas palestras, e também na mesa redonda, que será realizada antes do término do evento.

Maricultura é o cultivo de organismos vegetais e animais que têm a maior parte do ciclo de vida em ambiente marinho. Diferentes culturas integram este grande grupo, como por exemplo; ostreicultura (ostras), mitilicultura (mexilhões), carcinicultura (camarões) e algicultura (algas).

No litoral paranaense a maricultura ainda está em estágio inicial de desenvolvimento, se comparado ao estado vizinho Santa Catarina, maior produtor nacional de moluscos. Os principais organismos cultivados são mexilhões e ostras. Em Santa Catarina a principal espécie de ostra produzida é a ostra-do-pacífico (Crossostrea gigas), espécie exótica originária da Ásia. Justamente por ser exótica, a legislação não permite o cultivo desta ostra no Paraná, então a espécie produzida é a ostra do mangue (Crossostrea gasar), espécie nativa, facilmente encontrada aderidas em raízes de mangue.

No Paraná há dois principais modos de cultivo de ostra. Um considerado mais primitivo e outro mais tecnificado. No primeiro as sementes são coletadas em ambiente natural, em diversos tamanhos, geralmente aderidas às raízes do mangue ou em coletores artificiais, e em seguida são alojadas em travesseiros ou lanternas, onde são manejadas até o final do cultivo, quando atingem de 8 a 14 cm de comprimento.

No segundo modo as sementes são adquiridas em laboratório especializado na produção de sementes, com 1,5 a 3 mm de comprimento. Inicialmente são alojadas em caixas sementeiras e manejadas semanalmente, por um período de 3 a 4 meses. Em seguida são transferidas para lanternas e manejadas quinzenalmente até atingirem o tamanho de comercialização (10 -14 cm). O ciclo de cultivo pode variar de 10 a 14 meses, a depender do tamanho inicial em que as sementes são adquiridas e do manejo praticado.

Os cultivos vinham tendo resultados pouco satisfatórios de desempenho das sementes. As taxas de crescimento e de sobrevivência das últimas safras foram baixas. Neste sentido, de modo a auxiliar os produtores na busca por melhores resultados no cultivo de ostras, e com isso melhoria na renda das famílias, o Instituto Emater vêm realizando ações de acompanhamento técnico aos ostreicultores, com visitas semanais aos cultivos. O resultado esperado é a melhoria do manejo aplicado às sementes de ostras, principalmente no que se refere a limpeza, classificação e controle de organismos incrustantes.

Fonte: Instituto Emater

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