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Raro guará branco é registrado na baía de Guaratuba

Dois pesquisadores do Instituto Guaju, Edgar Fernandez e Fabiano Cecilio da Silva, filmaram e fotografaram, nesta sexta-feira (26) um guará branco, raridade no Litoral do Paraná, segundo eles.

Os dois faziam uma das tantas saídas a campo para monitoramento do gará (Eudocimus ruber) na baía de Guaratuba; Os dois explicam que faziam o registro dos hábitos alimentares, de forrageio e da contagem dos bandos de guarás, quando avistaram a ave branca no meio de centenas de outros exemplares vermelho rubor, cor característica da espécie. A coloração diferenciada chamou a atenção dos pesquisadores, que após a conclusão do monitoramento voltaram para casa ainda sem ter a certeza do que de fato haviam registrado.

Após o envio das imagens aos renomados pesquisadores da ave no Brasil Fábio Olmos e Pedro Scherer Neto, os pesquisadores de Guaratuba relataram que trata-se de uma ave Guará adulta com “leucismo” (não albino), que consiste numa mutação genética caracterizada pela falta total ou parcial de pigmentos (melanina) que afeta a transferência e acumulação de pigmentos nas penas das aves, o que confirma a coloração esbranquiçada do exemplar registrado pelos pesquisadores.

Segundo o pesquisador Edgar Fernandez foi realmente uma felicidade encontrar tão bela ave em meio a tantas outras, e ter o prazer de registrá-la com sua lente. Para Fabiano Cecilio, que é diretor do Instituto Guaju, este feito reforça a importância de tratarmos o retorno do guará a baía de Guaratuba como um diferencial enquanto pesquisa.

“Mesmo sem apoio financeiro de qualquer entidade, o projeto Guará sobrevive há 11 anos, realizando saídas quinzenais que acompanham a espécie, que saiu do registro de um único exemplar em 2008, após 80 anos de desaparecimento da região, para registros fotográficos de mais de 4.000 aves aproximadamente nos últimos meses”, destaca Fabiano.

Em 2019, o projeto começou a ser acompanhado tecnicamente pela UFPR litoral através da professora Juliana Quadros e terá seus resultados apresentados no 3º Simpósio Brasileiro de Desenvolvimento Territorial Sustentável que ocorrerá em novembro junto a Universidade.

“O ganho com o retorno dos guarás a Guaratuba é imensurável, pois além do resgate de um símbolo cultural do município, isto demonstra mais uma vez a qualidade ambiental da região, que deve ser considerada como um diferencial para o desenvolvimento sustentável, pois num futuro próximo poderemos ter passeios turísticos a baía para o avistamento desta bela ave”, diz.

O Instituto Guaju conta com diversos voluntários, entre eles Mateus Serafim da Silva, que apoia os pesquisadores com sua embarcação.

Fonte: Instituto Guaju

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