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Monitoramento identificou 147 espécies de aves no Litoral do Paraná

Dentro dos programas ambientais executados pela empresa Portos do Paraná nas baías de Paranaguá e Antonina, foi realizado quarta-feira (11) o monitoramento de avifauna, embarcado.

O levantamento específico é executado mensalmente, desde 2016, em locais pré-determinados: praia de Pontal do Sul, Ponta da Pita, Trapiche de Antonina, Rocio, Ilha do Mel e na transecção aquática do entorno das baias de Paranaguá e Antonina, em outros cinco pontos.

Segundo Juliana Lopes Vendrami, bióloga da Portos do Paraná, o monitoramento da avifauna é realizado como medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental que permite a operação dos portos paranaenses, concedido pelo Ibama. “É um levantamento importante, que se soma a todas as outras ações ambientais que realizamos. Ele indica o quanto as atividades portuárias podem estar impactando nas populações de avifauna que habitam as baías de Paranaguá e Antonina”, afirma Juliana.

Trajeto embarcado – Nesta ação, a equipe saiu de Pontal do Sul, passando pela Ilha do Mel, Ilha da Cotinga, porto e veio até Antonina. “Nesse trecho avistamos 23 espécies, a mais comum aparentemente é o biguá, junto com o urubu. Essas duas espécies somam o maior número de contagem de indivíduos nas baías dos portos de Paranaguá e Antonina”, informou Leonardo Rafael Deconto, biólogo contratado pela CIA Ambiental, empresa que presta serviço para a Portos do Paraná.

Ele explicou que o melhor horário para observação é sempre pela manhã, por conta da movimentação dos bichos. “Mas ficamos sempre na dependência da maré, hoje avistamos perto de 1.000 aves”, comemorou Deconto.

Segundo ele, durante o trajeto é possível fazer aproximadamente sete amostragens, com “janelas” de 20 minutos, que correspondem a uma distância equivalente de cada trecho.

Sobre as aves – Até agora, considerando todos os monitoramentos executados, cerca de 147 espécies de aves foram identificadas no Litoral do Paraná. No monitoramento terrestre, as duas mais avistadas são a garça-azul e o urubu. Quando feito embarcado, os animais encontrados em maior quantidade são o biguá e o trinta-réis-de-bando.

Considerando o status de ameaça no âmbito internacional, nacional e estadual das principais espécies encontradas, encaixam-se como “pouco preocupante” o biguá, o pato-do-mato, o martim-pescador- verde, a garça-moura, a garça-branca-pequena, o maçarico-de-sobre-branco, a batuíra-de-bando, a batuíra-de-peito-tijolo, o trinta-réis-de-bando, o batuiruçu, o talha-mar, o mandrião-chileno, o maçarico-de-perna-amarela, o maçarico-grande-de-perna-amarela, o maçarico-solitário, o periquito-verde, o tuim, o gavião-tesoura, a águia-pescadora, o gavião-caramujeiro, o gavião-preto, o bico-de-lacre e o calhandra-de-três-rabos.

No status “quase ameaçada” estão a gralha-azul e o sanhaço-de-encontro-azul. Como “vulnerável” está o albatroz-de-sobrancelha e o trinta-réis-de-bico-vermelho. Nos mais preocupantes, indicados como “em perigo” estão o papagaio-de-cara-roxa, o savacu-de-coroa e o trinta-réis-real. Por fim, com “criticamente em perigo”, está o guará.

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