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Universidades, prefeituras e MP criam rede para enfrentar pandemia

A UFPR Litoral promoveu, nesta quarta-feira (1º), uma reunião via web conferência para compartilhar a atuação e as demandas dos municípios, principalmente em relação às populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A reunião contou com representantes de prefeituras municipais e promotores do Ministério Público do Paraná, também participaram professores da UFPR e do Campus Paranaguá da Unespar (Universidade Estadual do Paraná).

Prefeituras e as demais instituições vão manter a rede e o trabalho integrado enquanto durar a situação de emergência.

A diretora da UFPR Litoral, Elisiani Tiepolo, abriu a reunião apresentando as iniciativas da universidade, entre elas a promoção da reunião intermunicipal. Ela ressaltou que a UFPR Litoral promoveu a reunião com o intuito de articular e somar ações com os municípios. Enquanto afirmou que a instituição já está produzindo álcool 70 líquido e arrecadando alimentos e materiais de limpeza para entidades que atendem populações vulneráveis.

Destacou também a iniciativa de servidores que, por de um site temático (http://www.litoral.ufpr.br/portal/coronavirus/), traduzem conteúdos em libras para informar a população surda sobre a pandemia. “Se sempre o trabalho em rede é o que funciona, nesse momento é o que vai nos dar uma possibilidade de trabalho com uma abrangência e rapidez, afirmou Elisiani.

Os representantes das prefeituras relataram as ações em andamento e seus principais desafios quanto ao atendimento social emergencial. Todos afirmaram que há aumento de demanda por programas sociais por parte de famílias de trabalhadores informais, como carrinheiros e demais trabalhadores da reciclagem. De Guaratuba participou a coordenadora do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Regina Lima Sartori.

Municípios como Guaratuba e Paranaguá iniciaram a distribuição dos alimentos que eram usados na merenda escolar para destinar às famílias das crianças em idade escolar e em situação de vulnerabilidade. Foi pontuada também a demanda de atender a população em situação de rua, com alimentação, acomodação e condições para fazerem a higiene.

Os representantes de Guaraqueçaba, Guaratuba, Morretes e Antonina ainda mostraram preocupação às condições a serem enfrentadas pelos pescadores artesanais, trabalhadores da agricultura de subsistência e moradores de localidades isoladas.

Os promotores de Justiça também puderam expor as medidas tomadas junto às gestões municipais, além de destacar preocupações tanto com grupos específicos da população, como com aspectos jurídicos a serem observados pelos gestores.

Entre as medidas indicadas pelo Ministério Público estão o acompanhamento especial das ocorrências de violência doméstica ou abuso contra crianças, já que o isolamento social envolve um tempo maior de convívio entre os residentes da mesma casa.

Além disso, os promotores alertaram aos gestores municipais quanto aos critérios e procedimentos transparentes na distribuição de benefícios como a cesta básica. O alerta especial está relacionado ao fato de 2020 ser um ano eleitoral e o rigor da legislação correspondente.

A professora Ivone Ceccato, da Unespar, informou que a instituição irá contratar médicos e enfermeiros que trabalharão em colaboração com a rede pública, auxiliando nos hospitais. “Estamos comprando insumos para produzir álcool gel e iniciar a produção de máscaras em folhas acetato, em impressora 3D. Além de estarmos com uma campanha de arrecadação de alimentos e limpeza para auxiliar famílias da Ilha dos Valadares e também asilos e outros abrigos sociais”, concluiu a professora.

Com informações da UFPR Litoral

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