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Força-tarefa combate fogo e investiga autores de queimadas em Guaratuba

A Prefeitura de Guaratuba vem apoiando o Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios que ocorrem há vários dias na cidade. Equipes das secretarias do Meio Ambiente, de Obras e da Segurança têm acompanhado os trabalhos e dado suporte à força-tarefa a qual se somaram as polícias Militar e Civil e que contou com o helicóptero do BPMoa (Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas).

Há quase uma semana, a população de Guaratuba, boa parte em isolamento social em suas casas, está convivendo com a fumaça de queimadas. Pessoas se queixam das graves consequências para a saúde, principalmente para quem já sofre com problemas respiratórios, além da roupa, louças, móveis, paredes e automóveis sujos pela fuligem e até a dificuldade em se locomover em meio à espessa fumaça em algumas ruas. O risco do fogo se alastrar e chegar às casas assustou muita gente.

Segundo os relatos dos próprios moradores, algumas pessoas decidiram tacar fogo no lixo e até queimar o mato dos seus terrenos neste período em que a vegetação está seca por falta de chuvas. Mas os levantamentos feitos até agora apontam que o maior número de queimada é para destruir a vegetação e permitir a ocupação de terrenos recém-invadidos, a maioria em áreas de proteção ambiental.

Desde quinta-feira (2) o fogo arde em todas as regiões da cidade, com os principais focos concentrados nos bairros Carvoeiro e Eliane, mas também atingindo o Cohapar, Piçarras, Mirim, Nereidas e Caieiras, somando 20 focos principais. Houve alguns casos isolados no Brejatuba, Centro e até mesmo na mata próxima do acesso ao ferryboat. A queimada que mais chamou a atenção aconteceu à margens da avenida Paraná.

O Corpo de Bombeiros calcula que a área atingida pelo fogo é de 1.350.000 metros quadrados, grande parte de mata atlântica. O trabalho para conter as chamas consumiu até a manhã desta segunda-feira (6) 55.600 litros d’água, lançados de helicóptero e pelos caminhões dos Bombeiros.

A Prefeitura tem auxiliado na remoção da vegetação de turfa que cobre o solo na maioria dos terreno incendiados. Tratas-se de uma vegetação em decomposição que se encontra seca devido a estiagem. Na turfa é difícil apagar o fogo, que muita vezes está em uma camada inferior onde a água não chega e até mesmo não é visto. O terreno é instável e por isso é de difícil acesso pelo caminhão dos Bombeiros.

Equipes das secretarias do Meio Ambiente e da Segurança também dão apoio e ajudam a levantar os autores de algumas queimadas. A Polícia Militar atua com efetivos da 3ª Companhia (9º BPM) e do Batalhão de Polícia Ambiental Força-Verde. A Polícia Civil está investigando o caso e divulgou um telefone para receber denúncias anônimas de possíveis autores (41) 3442-1202 e Whatsapp (41) 99927-7091.

Novas queimadas devem ser denunciadas à Secretaria do Meio Ambiente (3472-8647), Polícia Militar (190) ou Polícia Ambiental (3443-6858 e 3442-5128).

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