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Promotoria investiga compra de ivermectina em Paranaguá

Foto: Prefeitura de Paranaguá 17/7/2020

A 4ª Promotoria de Justiça de Paranaguá abriu uma investigação preliminar sobre a compra do remédio ivermectina pela Prefeitura do Município. A informação foi divulgada pela RPC e pelo site G1.

De acordo com a reportagem, a promotora Camila Adami Martins pede que a administração esclareça os critérios a compra, feita com dispensa de licitação. A Prefeitura divulgou que gastou aproximadamente R$ 3 milhões na compra do medicamento.

A promotora pede os seguintes esclarecimentos:

  • Embasamento técnico (indicativo médico) para a aquisição emergencial do medicamento ivermectina para evitar a evolução precoce nos casos assintomáticos da covid-19;
  • Justificativa para a adequada pesquisa para a cotação de preços do medicamento, que comprove que o preço a ser pago é compatível com o mercado;
  • Critério técnico para o número de aquisições do medicamento de acordo com a população que o receberá, observando ainda a dosagem da medicação;
  • Protocolo para o fornecimento da medicação aos moradores e se médicos realizam a correta posologia (indicação da dosagem) no momento da entrega.

A Prefeitura está distribuindo o remédio como “prevenção à covid-19”. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que não existe comprovação da eficácia da ivermectina e informa que não existem medicamentos aprovados no Brasil para prevenção ou tratamento da covid.

A distribuição começou na sexta-feira (17) e prosseguirá por 30 dias, informou a Prefeitura. No primeiro dia houve filas e aglomeração do lado de fora do ginásio de esportes Albertina Salmon. A Prefeitura que haviam sido entregues remédios para 4.412 até o domingo (19) e que, pelo menos neste dia, não houve filas.

No Litoral, dos sete municípios, além de Paranaguá, a ivermectina, junto com outros medicamentos com eficácia não comprovada etão sendo distribuídos à população pelas prefeituras de Pontal do Paraná e de Guaraqueçaba.

Guaratuba informou que não fará distribuição em massa, mas que está adquirindo os medicamentos necessários para atender prescrições que os médicos fizerem. Há profissionais que defendem o uso dos medicamentos não aprovados. Outros preferem aguardar estudos conclusivos.

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