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Audiência defende projeto da engorda de Matinhos

Foto: Dálie Felberg/Alep

A audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa apresentou alguns detalhes do projeto da engorda da praia de Matinhos.

A reunião foi realizada na noite desta segunda-feira (21), no Sesc Caiobá e foi transmitida pela TV Assembleia. Também foram discutidos outros projeto de infraestrutura no Litoral, inclusive a Ponte de Guaratuba. Os projetos foram apresentados por um representante da empresa que elaborou o material, um técnico do governo e um especialista em engenharia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) escolhido pelos deputados. A tônica foi a defesa do projeto do governo, que sofreu críticas de técnicos da própria UFPR.

A revitalização da orla de Matinhos foi anunciada pelo Governo do Estado com um investimento de R$ 513 milhões. Segundo o governo, sua expectativa é iniciar as obras, que devem durar 30 meses, ainda este ano.

A audiência foi conduzida pelo primeiro secretário da Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), e pelo líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD). Também contou com a participação de representantes do Executivo, entre eles o vice-governador Darcia Pianna, e de entidades comerciais locais. Os deputados Nelson Justus (Democratas), Alexandre Curi (PSB) e Galo (Podemos) também participaram do encontro, além de outros deputados através do aplicativo zoom. Os prefeitos de Matinhos, Ruy Hauer, e de Guaratuba, Roberto Justus, também estavam presentes.

De acordo com o Governo, a revitalização da orla de Matinhos inclui intervenções de um trecho de 10 quilômetros da orla e a engorda de uma extensão de 7,5 quilômetros da faixa de areia. Serão utilizados três milhões de metros cúbicos de areia, formando uma faixa de 80 metros a 100 metros de largura.

Para o secretário de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, as obras vão alavancar uma série de investimentos no Litoral. Segundo ele, a intenção do governo é o desenvolvimento da região. “O governo não colocaria meio bilhão de reais em uma obra que não tivesse segurança técnica e jurídica. Esta é um investimento emblemático”, frisou.

Técnicos – O diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), José Luiz Scroccaro, detalhou pontos da revitalização urbanística e hídrica do projeto. Ele demonstrou como serão construídos uma série de canais para escoamento da água.

O engenheiro civil João Cassar, da empresa Aquamodelo Consultoria e Engenharia, responsável pelo projeto, explicou como será a dinâmica costeira do projeto. “A ideia é respeitar a dinâmica costeira do local, protegendo a área e melhorando a drenagem da água”, explicou.

O engenheiro civil, professor titular da Universidade Estadual da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro do conselho diretor do Instituto Tecnológico de Transporte e Infraestrutura (ITTI), Eduardo Ratton, falou, entre outros temas, dos impactos das obras na orla de Matinhos. Ele garantiu que, neste caso, os impactos positivos são grandes.

Também prevista para o litoral é a construção da Ponte de Guaratuba. O edital de licitação de R$ 12,7 milhões para a escolha do consórcio de empresas para a realização dos estudos ambientais e execução do projeto de engenharia da ponte já foi lançado pelo Governo. Uma decisão da Justiça, no entanto, suspendeu o processo.

Uma obra já anunciada pelo Governo do Estado conta com recursos da economia da Assembleia Legislativa do Paraná. A duplicação da Avenida JK (PR-412), em Matinhos, vai receber o investimento é de R$ 34,57 milhões. Outro projeto de duplicação que beneficia o Litoral vai ampliar a capacidade de tráfego em 13 quilômetros da PR-407, entre os quilômetros 6 e 19, de Paranaguá até Praia de Leste, em Pontal do Paraná.

Imagem do projeto da engorda elaborado pelo governo estadual em 2017

Parecer da UFPR questiona projeto da engorda adotado pelo governo

Nota técnica elaborada por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) questiona projeto do governo estadual da engorda, principalmente pelo uso de “espigões” para diminuir erosão na orla. Os estudiosos sugerem alternativas que argumentam ser mais baratas e eficientes e com menor dano ambiental.

O documento foi apresentado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que abriu investigação em junho para avaliar a legalidade da obra, que tem seu licenciamento ambiental questionado por ambientalistas.

Confira, a seguir, a nota técnica:

Com informações da Alep e do site Livre.jor

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