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Resgate na Praia Brava

Quinta-feira, eu e meu marido estávamos começando almoçar, quando ouvimos gritos de socorro, vindos da Praia Brava de Caiobá. Meu marido desceu imediatamente e emprestou duas pranchas, na portaria do edifício. Fiquei batendo duas tampas de panela para chamar atenção. Dois trabalhadores de uma obra entraram no mar. Logo em seguida, meu marido chegou com as pranchas. Foi um filme de terror, os rapazes nadavam no mar agitado, meu marido em cima de uma prancha e a outra solta batia nele sem parar.

Felizmente, conseguiram resgatar um senhor e uma menina de 11 anos. Provavelmente, pai e filha. A menina em estado de choque e o pai cansadíssimo pelo horror que passou e pela água que engoliu. Os salva-vidas chegaram logo após o resgate para prestar atendimento.

Era o tão esperado dia de tomar a segunda dose da vacina contra o covid. Já estávamos com “roupa de missa”, como se dizia antigamente. É claro que meu marido entrou na água com a roupa que estava, uma bermuda jeans com seis bolsos. Nada que uma colher e um tanque não resolvam. Sim, a areia saiu na base da colherada.

Foi um dia de muita alegria, ajudar pessoas sempre faz bem. É uma pena que as pessoas que arriscam suas vidas, nessas ocasiões, são definidas como “populares que passavam no local”. Esses populares têm todo o meu respeito e não foi a primeira vez que assisti a esse tipo de cena.

Ressalto que é preciso ter placas de perigo ou bandeira preta, na proximidade da pedra de Caiobá. Nem sei contar quantas pessoas já vi quase se afogarem ou morrerem naquela área. A pedra pode ser um grande outdoor para sinalizar o perigo. Uma boa campanha educativa com comunicação visual séria, certamente, chamaria atenção e assim evitaria essas coisas tão tristes.

O mar precisa ser respeitado, ninguém está livre de ser puxado, não dá para bobear.

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