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Professores estaduais vão às ruas contra medidas do governo Richa

Foto de Beatriz ZagoneldDe Camargo Mello
Foto de Beatriz Zagoneld de Camargo Mello

Professores das escolas estaduais de Guaratuba saíram às ruas na manhã deste sábado antecipando a decisão de greve a partir de segunda-feira (9), dia em que as aulas deveriam reiniciar.

Matinhos – Foto de Viníciuis Prado
Matinhos – Foto de Viníciuis Prado

Na quinta-feira (5) foi a vez dos professores estaduais de Matinhos realizarem uma manifestação nas ruas centrais.

A greve “por tempo indeterminado” foi decidido em assembleia que reuniu milhares de professores no município de Guarapuava (Centro-Sul). Mais de 2,1 mil escolas ficarão sem aulas, afetando os 950 mil alunos. O reínicio das aulas na rede estadual estava marcado para esta segunda-feira (9). Se houver adesão total, mais de 2,1 mil escolas e 950 mil alunos ficarão sem aulas.

Em Guaratuba, dezenas de professores e profissionais da Educação percorreram as ruas centrais e promoveram duas concentrações, na Praia Central e na Praça Central. Eles também divulgaram uma “Carta de Repúdio” às medidas anunciadas pelo governador Beto Richa, que “derrubam todas as conquistas históricas dos profissionais das últimas décadas”. Parte das medidas ainda terão de ser votadas pela Assembleia Legislativa. A greve aumenta a pressão sobre os deputados estaduais.

Entre as medidas criticadas, os professores estaduais de Guaratuba citam:
Diminuição do porte das escolas que precarizou o início do ano letivo;
Corte na demanda de pedagogos e funcionários (agentes i e ii);
Superlotação de turmas;
Falta de repasse de três parcelas do fundo rotativo referentes aos meses de julho, novembro e dezembro de 2014, comprometendo a merenda escolar e aquisição de material de limpeza, de expediente, entre outros;
Corte dos projetos complementares, sala de apoio, Celem;
Falta de pagamento das bolsas do PDE, promoções e progressões dos professores e funcionários;
Falta de cumprimento da lei do PDE que diz que o professor deve ficar afastado 100% durante o 1º ano de curso;
Falta de pagamento de 1/3 de férias a todos os profissionais da educação;
Falta de pagamento do vale alimentação do mês de janeiro para os funcionários;
Inexistência de decreto de nomeação dos professores concursados de 2013, que já estão trabalhando nas escolas sem garantia de recebimento do pagamento e sem garantia de manutenção das aulas escolhidas;
Falta de implantação do cargo de 40 horas (dobra de padrão);
Demissões arbitrárias dos funcionários pss (agentes i e ii);
Falta de pagamento das rescisões contratuais dos professores e funcionários pss dispensados em dezembro (professores) e janeiro (funcionários);
Não realização de eleição para diretores em novembro de 2014, ferindo a lei aprovada em dezembro de 2006;
Suspensão da liberação das licenças especiais no primeiro semestre de 2015;
Aumento da burocratização na gestão dos recursos financeiros;
Criação do teto máximo para aposentadoria;
Extinção da ParanáPrevidência e criação da Fundação Prevcom;
Redução do quadro de pessoal nos núcleos regionais de Educação;
Falta de estrutura ao programa patrulha escolar (viatura e efetivo).
Falta de repasse de verba de convênio das apaes (desde novembro de 2014), causando a falta de pagamento de funcionários;
Achatamento da tabela salarial;

Fonte da Carta: Blog Guilherme Zavataro
Fotos: Facebook de professores
Foto de Janice Hickmann Ribeiro
Foto de Janice Hickmann Ribeiro

 

 

Beatriz Zagonel de Camargo Mello
Foto de Beatriz Zagonel de Camargo Mello
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