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Maratona busca ideias novas para conservação da toninha

Um hackthon (maratona de inovação) online e gratuito reunirá estudantes, pesquisadores, sociedade, pescadores e gestores com a mesma missão: salvar o golfinho mais ameaçado do Brasil associado à sustentabilidade da atividade pesqueira.

A Toninhathon acontecerá entre os dias 1º e 3 de outubro de 2021 e, para dar início a esta jornada, os organizadores preparam um ciclo de lives.

Nesta quinta-feira (9), às 19h, haverá um bate-papo sobre comunicação e engajamento social na defesa do oceano com a participação da jornalista Paulina Chamorro e com o professor do Eixo Tecnológico de Meio Ambiente no Instituto Federal do Paraná (IFPR), Leandro Angelo Pereira. 

O evento será transmitido pelo perfil no Instagram do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (@lecufpr) e terá mediação da pesquisadora e coordenadora do Projeto Conservação da Toninha FMA II (estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina), Camila Domit.

As inscrições gratuitas devem ser feitas no site oficial do evento (toninhathon.com.br) entre os dias 10 de setembro e 1º de outubro. Podem se inscrever times de três a seis integrantes formados por pessoas com 15 anos ou mais. No site do evento você ainda encontra os detalhes sobre a programação, o regulamento e uma sessão de dúvidas. Para auxiliar os participantes no entendimento dos desafios, uma série de bate-papos será conduzida ao longo deste mês. Confere no site e nas mídias sociais @lecufpr e @associaçãomarbrasil. 

O Toninhathon faz parte do Projeto de Conservação da Toninha FMA II, coordenado pela Associação MarBrasil e pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR, em conjunto com parceiros que lutam pela conservação da espécie.

A realização do Projeto Conservação da Toninha é uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta de responsabilidade da empresa PetroRio, conduzido pelo Ministério Público Federal – MPF/RJ.

A toninha (Pontoporia blainvillei) é o golfinho costeiro mais ameaçado no Brasil e a captura acidental (bycatch), ou seja, a captura não intencional em redes de pesca, é o principal risco à conservação da espécie. 

Conforme explica Camila Domit, as interações de espécies ameaçadas de extinção com a pesca trazem risco à sobrevivência de toninhas, outros golfinhos, tartarugas marinhas, tubarões e arraias, mas também afetam de forma social e econômica os pescadores . A solução depende do olhar de pesquisadores, pescadores, mas também da sociedade como um todo, por isso a importância de pensarmos todos juntos as alternativas para este problema . “Quando a captura é acidental, ou seja, não são desejadas, alternativas que reduzam a interação são benéficas aos animais e à pesca, uma vez que protegem a espécie ameaçada de extinção e podem qualificar a cadeia produtiva pesqueira e valorizar as atividades tradicionais e de relevância econômica. Por isso, vamos reunir mentes criativas, engajadas e com espírito transformador para trazer soluções viáveis aos desafios propostos”, complementa a pesquisadora. 

Quer conhecer os desafios? 

1. REDUÇÃO DA CAPTURA ACIDENTAL 

Formas de reduzir as capturas acidentais e a mortalidade de toninhas em redes de pesca, por meio de alterações nas pescarias atuais ou uso de dispositivos tecnológicos. Buscamos soluções práticas, aplicáveis em pescarias de pequena e larga escala, de baixo custo (equipamento, infraestrutura, e/ou ferramenta), que reduzam a quantidade e os efeitos negativos da captura acidental de toninhas. As soluções podem ser dispositivos/equipamentos aplicados diretamente na rede de pesca ou soluções que tenham como foco a dinâmica (fatores envolvidos na pescaria) e o processo da pesca. 

2. DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL 

Fomentar iniciativas de fortalecimento da cadeia produtiva pesqueira, incentivando a pesca responsável e a conservação da biodiversidade marinha. 

Alternativas que valorizem práticas pesqueiras responsáveis e que integrem a manutenção da biodiversidade marinha à valorização da atividade econômica e cultural da pesca. 

3. COMUNICAÇÃO E GOVERNANÇA PARTICIPATIVA 

Como fomentar a comunicação e o processo de governança participativa na busca da redução da captura acidental e na mortalidade de espécies ameaçadas de extinção. Buscamos formas de articulação e comunicação entre os atores do processo de gestão pesqueira, assim como de logística para execução das ações de informação e fiscalização. 

PARA SABER MAIS ACESSE O SITE OFICIAL DO TONINHATHON: toninhathon.com.br

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