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Ambulantes e bugigangas

É muito bacana ler sobre as regras de alvarás para ambulantes. A priorização é para moradores do litoral. É importante demais essa geração de emprego, mesmo que informal, para dar um alívio nas contas da população. As temporadas, com exceção da pandemia, sempre deram um bom movimento. Não vou citar nomes, mas dois comerciantes só se queixavam das temporadas. Em março, começava a ostentação e eu ficava observando. Será que dá sorte falar que está tudo ruim? Sei lá, certamente, pela neurolinguística não é recomendado. Como pode jogar para o universo uma derrota e receber uma vitória? Esses dois tinham que ser estudados.

O que seria de nós sem o vai-e-vem de ambulantes que vendem de um tudo? Ir para a areia seria bem mais monótono. O colorido das cangas, toalhas de praias e biquínis. Muitos cheiros misturados, alguns nem tão bons, por exemplo, gordura queimada. Mas também vale. Vale tudo, comprar redes, toalhas de mesa e panos de prato.

Os vendedores de redes chegam perto das 6 da manhã. Fico de olho para entender como cabe tanta rede dentro de um porta-malas tão pequeno. Parece que tudo foi embalado a vácuo. Nada disso, vem tudo solto. Saem redes e mais redes e começa a fila de vendedores. Um porta-malas abastece uns 6 vendedores. É fantástico. Gostaria dessa habilidade para arrumar a bagagem de mão para levar no avião.

Esses dias, estava pensando sobre o porquê de não ter pipoca. Talvez por causa da areia. Não rola comer pipoca com a mão suja de areia. Pipoca empanada, realmente, não dá. Mas tem algodão doce e confesso que fico aflita com as fantasias dos vendedores. Sério, como eles conseguem colocar roupas de Bananas de Pijamas, Minnies etc… Gente, se é difícil usar máscara, imaginem uma fantasia inteira com a cabeça gigante. No céu vai ter um bom lugar com um bom ar-condicionado para esses vendedores. Uma bela justiça divina.

Tinha o sonho de bater a matraca dos vendedores de casquinhas. E não é que consegui. Isso aconteceu há muito tempo. Um vendedor deixou a cesta e a matraca aqui na portaria. Se eu peguei? A resposta, obviamente, é sim. Saí batendo e falando: olha a casquinha, olha a barquilha, olha o biju. Vendi três! Só para esclarecer, foi aqui na rua onde moro. O vendedor já estava angustiado, paguei as três casquinhas, comprei duas e todos ficaram felizes. O meu amigo Pedro, que trabalha aqui, o tranquilizou. Mais ou menos assim: – Ela é maluca, mas é honesta. Nada como me conhecer desde os 14 anos.

Que venha o verão, com geração de emprego, renda e muita diversão.

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