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Jovem morre afogado na Cachoeira da Quintilha

Vídeo: BPMOa

O jovem Kauhan Lee, de 25 anos, morreu afogado na tarde desta sexta-feira (21) depois de saltar na Cachoeira da Colônia Quintilha, em Paranaguá. Ele era morador do município e estava com a família e amigos.

As buscas foram feitas com mergulhos dos guarda-vidas e contou com apoio do helicóptero da Polícia Militar, e levou cerca de 35 minutos depois do incidente. As equipes fizeram os procedimentos de reanimação ainda no local, mas o rapaz não resistiu e morreu. A morte foi atestada por volta das 14h.

Esta é a quarta morte por afogamento no Litoral do Estado durante a operação Verão Paraná 2021/2022 – todas fora da área de proteção, destaca o Corpo de Bombeiros.

Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) mostram que, apesar de rios terem uma condição menos agitada, 54% dos afogamentos registrados no Brasil acontecem nessas regiões. Isso se deve a vários fatores que podem ser causados por fenômenos naturais ou por irresponsabilidade humana.

De acordo com a porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Keyla Karas, a correnteza dos rios, associada à turbidez da água e a irregularidade do solo, oferece risco inerente aos banhistas. “Esses fatores acabam ocasionando acidentes porque a pessoa, além de cair em um local onde ela não consegue se manter em pé, ainda tem a força da água que pode predispor ainda mais uma situação de afogamento”, explica.

Os cuidados se repetem quando o veranista procura cachoeiras para se banhar. Segundo a porta-voz do Corpo de Bombeiros no Verão Paraná na Costa Leste, tenente Ana Paula Inácio de Oliveira Zanlorenzzi, as pessoas podem frequentar esses locais, desde que com os devidos cuidados, pois eles não são protegidos frequentemente por guarda-vidas.

“Existem alguns cuidados que as pessoas podem adotar para evitar acidentes. O primeiro é conhecer a região, pois geralmente são terrenos acidentados, não protegidos constantemente e podem ocasionar acidentes. As pessoas também não devem pular da água usando pedras para saltar, pois não conhecem o fundo da água e podem sofrer alguma lesão. Além disso, mesmo que a pessoa saiba nadar no local pode ser muito perigoso devido a profundidade e outras características”, afirma.

As outras mortes por afogamento neste verão:
Foram dois óbitos em praia:
21/12/21, Praia de Encantadas, Ilha do Mel. Masculino, 25 anos, de Araucária.
26/12/21, Barra do Saí, Guaratuba. Masculino, 31 anos, de Palmeira.
Um óbito em baía:
1°/01/22, baía de Guaratuba. Masculino, 41 anos, de Curitiba.

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