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Portos são maiores geradores de empregos em Paranaguá e Antonina

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

A atividade portuária é a principal responsável pelos empregos gerados em Paranaguá e Antonina. São mais de 9 mil trabalhadores envolvidos diretamente com as operações dos Portos do Paraná, incluindo a armazenagem de produtos.

Além disso, as instalações geram milhares de postos de trabalho indiretos, no transporte de cargas, nos serviços aos caminhoneiros, no comércio das cidades e no atendimento aos portuários.

Dados do Ministério da Economia mostram que quase metade dos empregados nas cidades de Paranaguá e Antonina estão ligados aos portos. “A atividade é essencial para a economia. Hoje, um em cada cinco postos de trabalhos abertos nos municípios tem relação direta com serviços portuários”, explica o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

“O porto movimenta restaurantes, padarias, hotéis, lojas. Todos os meses, em média, são R$ 33 milhões em salários que são gastos no setor de comércio e serviço, pelos trabalhadores portuários”, afirma.

O impacto positivo é sentido, também, nas cidades de origem e destino dos produtos que chegam via portos, nos serviços de beira de estrada que atendem os caminhoneiros e nas vagas abertas nas obras que acontecem para atender a demanda de transporte e armazenagem. Com efeito cascata, os portos são responsáveis pelo desenvolvimento do Estado e do País.

Segundo o secretário nacional de Portos de Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, a atividade colabora com a geração e manutenção do emprego e renda dos brasileiros. “Os portos conectam trabalhadores no campo, na indústria, nas estradas e ferrovias, contribuindo para o crescimento da economia do Brasil, como um todo”, destacou ele em visita ao Porto de Paranaguá, na quinta-feira (28).

A Portos do Paraná lançará neste mês de maio uma campanha sobre o papel da atividade portuária para todos os trabalhadores, mesmo aqueles que não sabem que são impactados, de alguma forma, pelos portos. Os anúncios e o vídeo foram produzidos em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, seguindo a linha usada na série Porto Explica, que abordou o tema em um episódio especial.

A Portos do Paraná reuniu nesta sexta-feira (29) oito entidades representativas das classes de trabalhadores que atuam no Porto de Paranaguá. A empresa pública mantém uma relação estreita com os diversos setores da comunidade portuária e, adiantando as comemorações do Dia do Trabalho (1º de maio), agradeceu o empenho de todos nos serviços prestados à atividade portuária.

De acordo com o diretor de desenvolvimento empresarial, André Pioli, a aproximação permite ouvir, dialogar e melhorar pontos do dia a dia. “Não podemos pensar no avanço do porto sem a colaboração dos trabalhadores, que são a verdadeira engrenagem da atividade portuária”, afirma.

Todos os dias, cerca de 4 mil pessoas circulam, em média, nos portos de Paranaguá e Antonina. O número inclui 535 funcionários da empresa pública, trabalhadores de empresas terceirizadas, dos operadores portuários e dos terminais, motoristas profissionais, trabalhadores portuários avulsos (TPAs), entre outras categorias.

Estivador há 40 anos e atualmente secretário do Trabalho e Assuntos Sindicais de Paranaguá, João Lozano, ressalta a qualificação dos trabalhadores portuários paranaenses. “A mão de obra do TPA, em especial da estiva, é reconhecida mundialmente pela excelente estivagem. É um trabalho notável desenvolvido juntamente com o Porto de Paranaguá, o melhor do Brasil”, afirma.

O presidente do Sindicato dos Vigias e da Intersindical, Marcos Ventura Alves, enalteceu o trabalho de todos os setores que atuam na cidade. “O porto é destaque graças ao trabalho das cooperativas, dos sindicatos, o pessoal que fica na retaguarda e a administração do Porto. É um trabalho de muita parceria”, destaca.

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