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Dia do Museu Comunitário na Escola valoriza cultura da Ilha do Mel

Fotos: Pierpaolo Nota/Portos do Paraná

A Escola Estadual Felipe Valentim, em Encantadas, na Ilha do Mel, em Paranaguá, realizou nesta semana o Dia do Museu Comunitário na Escola e atraiu muitos visitantes e parceiros, inclusive a equipe da empresa Portos do Paraná, que relata como foi. 

A participação da empresa pública fez parte do seu Programa de Educação Ambiental. Hoje, quinta-feira (19), a ação acontece na Nova Brasília, na Escola Estadual Lucy Requião, com apresentação do cantor Nego Blue, morador da ilha e integrante ativo da comunidade.

O projeto da Escola Felipe Valentim tem a finalidade de resgatar as memórias e histórias da comunidade, através de objetos, artefatos e lembranças trazidos pelos próprios alunos. A participação da empresa pública fez parte do seu Programa de Educação Ambiental.

Entre os objetos expostos estão fotos, máquinas antigas, obras de arte, artefatos artísticos, peças de navios. “É um museu construído com a comunidade, através dos alunos, promovendo uma grande interação no ambiente escolar. São eles contando sua história através da própria memória”, enfatiza o professor e pesquisador na área de história e arqueologia primitiva do litoral paranaense, Marcelo Abreu Guerra, idealizador e coordenador do projeto. A iniciativa foi a primeira do projeto Dia do Museu Comunitário na Escola.

Para Jaqueline Dittrich, analista portuária e bióloga da Portos do Paraná, a participação no evento vem ao encontro dos objetivos da empresa, que é orientar através de rodas de conversas e capacitar alunos que moram nas ilhas localizadas na área de abrangência dos portos de Paranaguá e Antonina.

“Durante a ação, explicamos a eles a grandeza e importância econômica dos portos paranaenses, como funcionam os projetos ambientais da Portos do Paraná, e apresentamos um vídeo sobre a história da dragagem no canal de acesso aos nossos portos, assuntos cotidianos para toda comunidade das ilhas”; afirma.

A professora de linguagens Letícia dos Santos Marques conta que os alunos estão mobilizados há cerca de 15 dias, pesquisando e procurando histórias, objetos e artefatos que representem sua cultura. “São coisas que estão dentro de casa, muitas vezes esquecidas, e essa é uma forma de compartilhar esse conhecimento com toda comunidade”, diz.

“No período noturno, teremos contação de histórias, causos e lendas da ilha, em volta da fogueira. Através de pais e avós, eles vão aprender um pouco mais da história e cultura do lugar onde vivem”, conta a professora.

APROVAÇÃO – A aluna Maria Eduarda da Silva Bueno, de 12 anos, que cursa o 8º período, aprovou a iniciativa. “Achei muito legal o museu, ele mostra e explica produtos e artefatos de antigamente, que trazem histórias muito importantes, que precisamos saber. Também gostei das apresentações que mostraram a história do porto, como eram antigamente os trabalhos e a parte da dragagem, da sua necessidade”, afirma.

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