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“Conservar a toninha é proteger todos os ecossistemas onde ela vive”

Foto: Projeto Toninhas / Univille

Seminário de Encerramento do Projeto Conservação da Toninha que aconteceu na última sexta-feira (3), em Curitiba, reuniu estudos e relatos das experiências nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O projeto envolveu cientistas, comunidades pesqueiras, gestores públicos e toda a sociedade, para compreender dados genéticos, ecológicos, de distribuição e quanto às ameaças à sobrevivência da toninha na região sudeste e sul do país. 

A toninha é a espécie de golfinho com maior risco de extinção do Brasil. É um animal pequeno, com 1,6 m de comprimento. A maior preocupação das instituições foi de forma participativa avaliar as causas de mortalidade e a redução das populações da toninha, assim como buscar soluções para os problemas diagnosticados.

“A toninha tem características diferentes ao longo da sua distribuição, compreender a realidade de cada região é um ponto chave no desenvolvimento de políticas públicas efetivas para a conservação da espécie. É importante destacar que conservar a toninha significa proteger todos os ecossistemas onde ela vive, pois esta é uma espécie sensível à degradação ambiental, uma sentinela do oceano”, explica Camila Domit, do Centro de Estudo do Mar da UFPR, em Pontal do Paraná e coordenadora das ações do Projeto Conservação da Toninha na FMAII, uma das iniciativas apoiadas.

A programação, além de muito diálogo entre os pesquisadores, incluiu o lançamento da expedição “Eu Sou Toninha”, na plataforma no Google Earth. Um hub contendo uma série de vídeos, mini documentários sobre a toninha, as ações do Projeto de Conservação da Toninha e dos parceiros nesta trajetória.

“A realização do Projeto Conservação da Toninha é uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta de responsabilidade da empresa PetroRio, conduzido pelo Ministério Público Federal – MPF/RJ.”

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