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Volta do turista abre novo ciclo na economia de Foz do Iguaçu

Empreendimentos reforçam escalada importância do setor na economia do país e apontam para segundo semestre de alta movimentação na tríplice fronteira

Os turistas voltaram aos principais atrativos e abriram novo ciclo na economia de Foz do Iguaçu, como destacou o Jornal Hoje, da TV Globo, na edição de quinta-feira (4). As Cataratas do Iguaçu impressionam os visitantes e também já impactam na oferta de novos empregos, na ocupação da rede hoteleira e nos empreendimentos que serão entregues ou que iniciam no segundo semestre de 2022.

“Estamos de volta e agora o setor vem recuperando vem recuperando os postos de trabalho que foram fechados em função da pandemia e há um esforço para o treinamento, a capacitação de qualificação dos profissionais que passam a atuar em todas as atividades ligadas ao turismo”, disse o prefeito Chico Brasileiro.

O prefeito se refere aos cursos oferecidos nas parcerias entre o Sindicato dos Hotéis, Senac e a Secretaria Estadual de Justiça, Família e Trabalho. “Só no hotel que vai abrir suas portas agora em setembro serão 250 novos empregos para recepcionistas, gerentes, camareiras, garçons, cozinheiros, porteiros, supervisores e outras diversas funções. Todo esse pessoal precisa passar por treinamento ou capacitação”.

Duas frentes
Chico Brasileiro adianta que a prefeitura e o setor trabalham ainda em duas frentes para aumentar o número dos voos com destino a Foz do Iguaçu e a permanência do turista da tríplice fronteira. “A ampliação da malha aérea entre os principais centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, mostram que Foz do Iguaçu retoma o segundo posto como principal destino turístico do país”.

A própria concessionária do aeroporto Cataratas tem interesse nas conexões entre os 15 terminais que administra desde março. “Há um trabalho adiantado para que voos hoje fretados do Nordeste passem a integrar a rota regular com destino a Foz”, confirma o presidente do SindHotéis, Marcelo Martini.

Outra expectativa do setor é que o programa Voe Paraná que já faz a rota entre Curitiba e as principais cidades do Paraná leve também em consideração Foz do Iguaçu como destino. “O segundo semestre, que era considerado de baixa temporada, se reverteu agora com a série de eventos programados. A estimativa é de que a ocupação mantenha uma média entre 70% e 80% durante todo o período”, disse Martini.

Investimentos
“Estamos estudando a franquia de uma diária em caso da reserva ser pelo menos de três diárias, mas esta ação depende de incentivos e de uma articulação maior com outras atividades do setor como a gastronomia, compras e os próprios atrativos. A proposta é estender a média de permanência que já foi de 3,5 dias em 2019 para 4,5 dias e ocupar a semana inteira com pacotes de sexta-feira à segunda-feira e de segunda-feira a quinta-feira”, completou.

Os novos empreendimentos também impulsionam o setor. Os novos atrativos também apresentam descontos e tarifas diferenciados para os moradores da região, um novo hotel vai abrir suas portas na Avenida das Cataratas num investimento de R$ 120 milhões, o Aquafoz começa a ser construído em dezembro (R$ 100 milhões) e o grupo que administra o Parque Nacional do Iguaçu assume a nova fase da concessão para 30 anos e estima investir R$ 500 milhões em novos atrativos.

Os investimentos em Foz do Iguaçu mostram também a escalada da importância do setor na economia nacional. “O turismo é responsável por 8% do PIB nacional, ficando atrás apenas do agronegócio, da mineração e da indústria automobilística. Portanto, é importante que o setor seja uma política de Estado e não de governos. Temos intensificado as ações de promoção internacional do Brasil e precisamos ampliar as parcerias para fomentar ainda mais o interesse dos estrangeiros em nosso país”, disse o presidente da Embratur, Silvio Nascimento.

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