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Equipe da UFPR examina jubarte que será enterrada na praia de Nereidas

Vídeo e fotos: Rossana Hernandes

Equipe do Projeto de Monitoramento de Praias realiza, nesta manhã desta quarta-feira (24), os exames na baleia jubarte que encalhou ontem à tarde no balneário Nereidas, em Guaratuba.

A primeira informação do LEC é de que se trata de um macho de baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), com 11,4 metros de comprimentos, pesando cerca de 20 toneladas e em avançado estado de decomposição. “Ainda não é possível determinar a causa da morte. Serão feitas análises investigativas para avaliar a condição do animal. Não foram encontrados sinais de interação com a pesca”, informa o LEC.

Após a coleta de amostras para a necropsia, a carcaça será enterrada na areia, seguindo protocolo para estes casos. O trabalho começou nesta manhã, com máquinas e equipes da Prefeitura de Guaratuba.

O trabalho é feito por técnicos do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudo do Mar, da Universidade Federal do Paraná, que fica em Pontal do Paraná. Eles são responsáveis pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no litoral do Paraná. Também mantêm, junto ao CEM-UFPR, o Centro Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos.

Recorde de mortes

É primeira baleia jubarte a aparecer morta nas praias do Paraná em 2022. Nos primeiros cinco anos do PMP-BS no Paraná, até 2020, haviam sido registrados 11 encalhes de jubarte.

Em 2021, houve uma explosão de casos, com um total de 16 animais mortos nas praias do Estado. Em todo o Litoral do Brasil, foram 216 encalhes, segundo levantamento do Projeto Jubarte.  Em 2022, até o momento, ocorreram 47 encalhes de jubarte em todo o Brasil, informou o LEC, citando o Instituto Baleia Jubarte.

De acordo com o LEC-UFPR, a baleia jubarte anualmente utiliza as águas brasileiras, entre maio e novembro, principalmente, para reprodução. A área de maior concentração dos animais para reprodução é o litoral da Bahia, mas jubartes têm sido avistadas com frequência nos últimos anos na região sudeste e sul do Brasil. 

Este conteúdo será atualizado com novas informações e imagens.

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