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Portos do Paraná constrói viveiros comunitários para recuperar áreas degradadas

Fotos: Divulgação

A empresa pública Portos do Paraná construiu oito viveiros comunitários para produção e manutenção de mudas de árvores que serão usadas na recuperação de áreas degradadas. A intenção é recuperar 40 hectares de áreas, seja na beira de rios ou no entorno de nascentes. A ação faz parte do Programa de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente Degradadas, o PRAD.

Os recintos vão atender as propriedades agrícolas parceiras, dentro da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, nos núcleos Rio do Nunes, Cedro, Boa Esperança, Guardiões e Guardiãs da Mata Atlântica, São Sebastião, Água Viva, Vale do Gigante e Esperança.

“A ação contribui para o aumento e atração da biodiversidade da fauna nativa para o local da intervenção, pois a metodologia imita o que acontece na natureza, utilizando o princípio da sucessão vegetal. Auxilia, ainda, na soberania alimentar das famílias envolvidas, com o uso de espécies de interesse econômico, ecológico e alimentar”, explica o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana.

Segundo ele, o programa inova no setor ambiental portuário e utiliza os princípios técnicos da permacultura (sistema de planejamento de ambientes humanos sustentáveis) para sequestrar carbono da atmosfera, conforme a floresta se regenera. “Assim, contribuímos para a redução da emissão de gases de efeito estufa, diminuindo os efeitos das mudanças climáticas e contemplando ainda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, dos quais a Portos do Paraná é signatária”, diz Santana.

Com o PRAD, serão atendidos os ODS números 2 (acabar com a fome e extrema desnutrição global), 12 (consumo e produção responsáveis), 13 (ação contra a mudança global do clima), 14 (conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável) e 15 (proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres.

VIVEIROS – Bióloga da Portos do Paraná, Jaqueline Dittrich explica que a execução do programa é baseada em um projeto técnico, elaborado por uma equipe multidisciplinar e aprovado pelo Ibama e pelo ICMBio. “Inicialmente, estava prevista a instalação de quatro viveiros, um em cada uma das quatro bacias hidrográficas contempladas pelo programa. Porém, em campo, a equipe identificou a necessidade de instalar o dobro do planejado”, conta.

“Os agricultores de cada núcleo identificado assistiram uma breve apresentação do local, conheceram o regulamento, receberam as mudas e os equipamentos necessários para o manejo e efetuaram a assinatura sobre seu direito de uso e deveres”, destaca Jaqueline.

No Bairro Alto, em parceria com a Secretaria de Saúde de Antonina, foi implantado um viveiro extra para servir à farmácia popular na Unidade de Saúde. Agora, no local, será possível produzir espécies que podem contribuir com a saúde da comunidade. Além de produzir mudas, os viveiros têm também uma função pedagógica, por meio das oficinas teóricas e das atividades práticas.

CONVÊNIO – Paralelamente à implantação dos viveiros, a Portos do Paraná firmou um convênio com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para avaliar a quantidade de sedimento que vai deixar de chegar até o estuário com a recuperação de áreas degradadas por sistemas agroflorestais.

“A ideia é avaliar como a recuperação das áreas com florestas reduz a produção de sedimentos, que em um primeiro momento são carreados aos rios e, posteriormente, chegam até a área de interesse portuário, com impacto na necessidade de obras de dragagem”, avalia o gerente de Meio Ambiente da empresa pública, Thales Schwanka Trevisan.

O Programa de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente Degradadas para a APA de Guaraqueçaba é uma medida compensatória inserida na Licença de Instalação da Dragagem de Aprofundamento do Porto de Paranaguá.

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