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Comunidades do Litoral vão ajudar ciência a enfrentar zoonoses

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com a Universidade de Monique, na Alemanha, realiza um estudo com famílias do Litoral que residem próximo à Mata Atlântica para prevenir zoonoses, que são doenças transmitidas entre animais e pessoas. 

Imagem ilustrativa na Ilha da Cotinga no documentário Ko Yvy Ma Ndopa Mo’ãi | Essa terra não vai terminar

O avanço das pessoas sobre as áreas naturais criam diversos problemas, entre eles as doenças. Dois exemplos de possíveis zoonoses recentes que causaram grande impacto são a Aids e a Covid-19. Também tem a Monkeypox, conhecida como varíola dos macacos. Mas existem zoonoses mais antigas como dengue, febre amarela, raiva, leptospirose e tantas outras.

A pesquisa será realizado em cinco municípios: Paranaguá, Guaraqueçaba, São José dos Pinhais, Piraquara e Adrianópolis.

O estudo quer saber se os moradores destas regiões criam animais silvestres e como convivem com eles. O intuito não é repreendê-los, mas sim, conhecer a realidade em que vivem e orientá-los. O conhecimento tradicional destas comunidades também vai ajudar a ciência a entender e a enfrentar as zoonoses.

Além do Brasil, outros países realizarão estudos idênticos em suas regiões: Bolívia, Colômbia, Guatemala e Chile. Cada um desses países escolheu trabalhar com um grupo populacional com risco de zoonose. 

Já o Brasil, por meio da UFPR, pretende estudar três grupos, nos cinco municípios: indígenas, quilombolas e caiçaras, em comunidades como a Colônia Maria Luiza, a Ilha da Cotinga e a Ponta Oeste, na Ilha do Mel.


Com informações da Prefeitura de Paranaguá e Radio Massa Litoral

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