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Aberta a pesca motorizada de camarão nas regiões Sul e Sudeste

Período de defeso durou três meses para garantir reprodução de diversas espécies de camarão

Foto: Gustavo Aquino / Correio do Litoral

Reabriu, nesta sexta-feira (1º de maio) a pesca do camarão por meio de arrasto com tração motorizada em mar aberto nas regiões Sul e Sudeste. A proibição da pesca vigorou entre dia 28 de janeiro e 30 de abril, no calendário implantado em 2023. Antes era de 1º de março a 31 de maio.

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O período de proibição, conhecido como defeso, visa assegurar a reprodução de algumas espécies de camarão. As espécies abrangidas incluem o camarão-rosa (Farfantepenaeus paulensis, Farfantepenaeus brasiliensis e Farfantepenaeus subitilis), o sete-barbas (Xiphopenaeus kroyerl), o branco (Litopenaeues schimitti), o santana (Pleoticus muelleri) e o barba ruça (Artemesia longinaris).

O calendário do defeso é motivo de antiga controvérsia. Segundo estudos realizados pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e relatos de pescadores, as diferentes espécies apresentam períodos de reprodução distintos.

No Litoral do Paraná, a reabertura da pesca tem seu maior impacto em Guaratuba, reconhecida como o principal porto pesqueiro do estado. A economia da cidade é impulsionada nos dias que antecedem o fim da proibição, com a movimentação gerada pela compra de mantimentos para as tripulações, insumos para os barcos, serviços de manutenção e outros gastos.

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Muitos pescadores permanecem embarcados por até 15 dias, ou mais. O retorno deles é sempre um momento de emoção e de forte impulso para a economia local e a geração de empregos. Esse impacto é notável, sobretudo, nas chamadas salgas—nome genérico dado na região às empresas que realizam o manuseio, beneficiamento e a comercialização de pescado.

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