Atraso na fala infantil: quando a demora para falar se torna um sinal de alerta? Especialista explica.
De marcos do desenvolvimento a causas e tratamentos, convidamos a otorrinolaringologista Milene Bissoli e coletamos dados de instituições internacionais para ajudar a desvendar o que está por trás do atraso na fala e na linguagem

A primeira palavra de um bebê é um marco celebrado por toda a família. Mas e quando o tempo passa e o balbucio não evolui para sentenças, ou quando a comunicação parece um desafio constante? A preocupação com o desenvolvimento da fala é uma das mais comuns nos consultórios pediátricos. Dados da Academia Americana de Pediatria (AAP) mostram que o atraso na linguagem é o tipo mais frequente de atraso no desenvolvimento, com uma em cada cinco crianças aprendendo a falar mais tarde que seus pares [1].
Embora a sabedoria popular insista que “cada criança tem seu tempo”, a ciência mostra que a vigilância é fundamental. Atrasos podem ser temporários, mas também podem ser a ponta do iceberg de condições que, se não tratadas precocemente, impactam o futuro acadêmico, social e emocional da criança. Para entender essa fronteira, é crucial diferenciar o atraso na produção de sons (fala) do atraso na compreensão e expressão de ideias (linguagem).
“Muitos pais chegam ao consultório com a queixa de que o filho ‘não fala direito’, mas nosso trabalho é investigar mais a fundo. Precisamos saber se a criança compreende o que ouve, se interage, se usa gestos. Um atraso na fala pode ser uma questão motora, de articulação, mas um atraso de linguagem é mais complexo e envolve o processamento cerebral da comunicação”, explica a Dra. Milene Bissoli, médica otorrinolaringologista pela Faculdade de Medicina da USP, com especialização em distúrbios da comunicação e doutorado na área de audição.
Com base em dados de instituições como a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) e os Centers for Disease Control and Prevention (CDC), e com a orientação da Dra. Milene, que atende em seus consultórios nos bairros de Higienópolis e Perdizes, em São Paulo, vamos detalhar o que pais, educadores e profissionais precisam saber sobre o universo do desenvolvimento da linguagem infantil.
O mapa do tesouro da comunicação: os marcos do desenvolvimento
Antes de se preocupar com um possível atraso, é preciso entender o que é esperado em cada fase. O desenvolvimento da linguagem é um processo contínuo e sequencial, que começa no primeiro choro do bebê. A ASHA e o CDC oferecem um mapa detalhado, os chamados marcos do desenvolvimento, que servem como um guia para pais e profissionais [2, 4].
“Os marcos são uma referência, não uma sentença. Pequenas variações são absolutamente normais e esperadas. O problema não é a criança que atinge um marco um mês depois do previsto, mas aquela que consistentemente não atinge múltiplos marcos em uma determinada faixa etária. É esse padrão que deve acender o sinal de alerta”, pondera a otorrino particular.
A especialista em atraso na fala enfatiza que a linguagem se divide em duas grandes áreas: a receptiva (o que a criança entende) e a expressiva (o que ela consegue falar). “Muitas vezes, a criança compreende tudo, segue comandos, mas não fala. Em outros casos, a dificuldade está em ambas as vias. A avaliação detalhada desses dois componentes é o que nos guia para o diagnóstico correto”, afirma.
O que esperar em cada idade (0-5 anos)
| Faixa Etária | Audição e Compreensão (Linguagem Receptiva) | Fala e Expressão (Linguagem Expressiva) |
|---|---|---|
| 0-3 Meses | – Assusta-se com sons altos.- Acalma-se ou sorri ao ouvir a voz dos pais.- Para de chorar ao ouvir uma voz familiar. | – Emite sons de prazer (gorgolejos, arrulhos).- Chora de maneiras diferentes para necessidades diferentes. |
| 4-6 Meses | – Move os olhos na direção dos sons.- Responde a mudanças no tom de voz.- Presta atenção em brinquedos que fazem som. | – Balbucia com diferentes sons, incluindo /p/, /b/ e /m/.- Ri e vocaliza excitação e descontentamento. |
| 7-12 Meses | – Vira-se e olha na direção dos sons.- Entende palavras para itens comuns como “copo”, “sapato”.- Responde a pedidos simples (“Vem cá”). | – O balbucio se torna mais complexo, com sequências de sons.- Usa gestos como acenar e apontar.- Diz a primeira palavra (ex: “mamã”, “papá”). |
| 1-2 Anos | – Aponta para partes do corpo quando solicitado.- Segue comandos simples de um passo (“Pegue o sapato”).- Entende perguntas simples (“Onde está seu urso?”). | – Adquire novas palavras regularmente.- Começa a combinar duas palavras para formar frases simples (“mais suco”).- Usa diferentes tons de voz. |
| 2-3 Anos | – Entende diferenças em significados (grande-pequeno, dentro-fora).- Segue comandos de dois passos (“Pegue seu casaco e coloque na cadeira”). | – Tem uma palavra para quase tudo.- Usa frases de duas ou três palavras.- A fala é compreendida pela família e amigos próximos. |
| 3-4 Anos | – Ouve quando é chamado de outro cômodo.- Entende palavras para cores e formas.- Entende perguntas sobre histórias simples. | – Fala em frases de quatro ou mais palavras.- Conta histórias e relata eventos.- A fala é compreendida pela maioria das pessoas. |
| 4-5 Anos | – Entende a ordem das palavras em uma frase.- Segue comandos mais longos e complexos.- Entende a maioria do que é dito em casa e na escola. | – Usa frases com detalhes e conectivos.- Conta histórias que se mantêm no tópico.- Comunica-se facilmente com outras crianças e adultos. |
Fonte: Adaptado de American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC) [2, 4].
“Falante tardio” ou Transtorno? Entendendo os diagnósticos
No universo dos atrasos de comunicação, nem toda criança que demora a falar seguirá o mesmo caminho. A ciência classifica esses atrasos em diferentes categorias, e entender a nomenclatura é o primeiro passo para um diagnóstico e intervenção corretos. A categoria mais comum é a de “falante tardio”, ou, no termo técnico da ASHA, Atraso no Surgimento da Linguagem. Este diagnóstico é dado a crianças de até 2 anos e meio que apresentam um vocabulário limitado para a idade, mas sem outras condições médicas aparentes [2].
Dentro desse grupo, estão os “late bloomers”, ou flores tardias: crianças que, mesmo começando a falar mais tarde, conseguem alcançar o nível de seus pares por volta da idade pré-escolar, muitas vezes sem necessidade de intervenção formal. No entanto, uma parcela dos falantes tardios não consegue fazer essa transição sozinha. Eles podem evoluir para um diagnóstico mais persistente, o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL), antes conhecido como Distúrbio Específico de Linguagem.
O TDL, segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (NIDCD), é uma condição neurológica que afeta a capacidade de aprender, usar e compreender a linguagem, e não é causada por outras condições como deficiência intelectual ou autismo [3]. É um diagnóstico para a vida toda e, segundo o NIDCD, afeta cerca de 1 em cada 14 crianças em idade de jardim de infância, com uma forte predisposição genética [3].
“É impossível, em um primeiro momento, apenas pela ausência de fala, saber se estamos diante de um ‘late bloomer’ ou de uma criança com TDL. Por isso, a conduta de ‘esperar para ver’ é tão arriscada”, alerta a Dra. Milene Bissoli. “Na dúvida, a investigação e a estimulação precoce são sempre o caminho mais seguro. Se a criança for uma ‘flor tardia’, a estimulação só irá ajudar. Se for um caso de TDL, iniciar a intervenção o quanto antes é o que fará toda a diferença no prognóstico de longo prazo”, completa.
Por que meu filho não fala? As múltiplas causas do atraso
Não existe uma resposta única para essa pergunta. O atraso na fala é um sintoma que pode estar ligado a uma vasta gama de condições, desde as mais simples e corrigíveis até transtornos complexos do neurodesenvolvimento. Um artigo de revisão publicado no Singapore Medical Journal lista as principais categorias de causas investigadas pelos especialistas [5].
“A primeira e mais crucial investigação a ser feita é a da audição. É a porta de entrada para a linguagem oral. Uma criança precisa ouvir bem para aprender a falar. Problemas como otites de repetição, que podem causar uma perda auditiva flutuante, ou perdas auditivas congênitas não diagnosticadas no nascimento, são causas frequentes e tratáveis de atraso na fala”, destaca a Dra. Milene Bissoli, cuja pesquisa de doutorado na USP se aprofundou no estudo da cóclea, o órgão da audição.
Descartada a perda auditiva, o leque de possibilidades se abre. As principais causas incluem:
- Transtornos do neurodesenvolvimento: O atraso na fala pode ser um dos sintomas de condições como o Transtorno do Espectro Autista, a Deficiência Intelectual ou o Atraso Global do Desenvolvimento, no qual a criança apresenta atrasos em várias áreas, não apenas na comunicação.
- Transtornos da produção da fala: A dificuldade pode ser motora. Em casos de apraxia de fala na infância, o cérebro da criança sabe o que quer dizer, mas tem dificuldade em planejar e coordenar os movimentos da boca para produzir os sons. Na disartria, há uma fraqueza nos músculos da fala.
- Fatores genéticos: A ciência já identificou uma forte predisposição familiar. O NIDCD aponta que de 50% a 70% das crianças com TDL têm um parente próximo que também apresentou dificuldades de linguagem [3].
- Anomalias anatômicas: Alterações como a fissura labiopalatina ou a língua presa (anquiloglossia) podem dificultar mecanicamente a articulação dos sons.
- Privação ambiental: Embora mais raro como causa isolada, um ambiente com poucos estímulos, pouca conversa e interação limitada pode, sim, impactar negativamente o desenvolvimento da linguagem.
É fundamental também desmistificar algumas crenças populares. “O bilinguismo não causa atraso na fala. Uma criança exposta a dois idiomas pode, inicialmente, misturar palavras, mas isso é parte do processo. A capacidade de aprender múltiplas línguas é imensa. Se uma criança bilíngue apresenta um atraso significativo, a causa deve ser investigada da mesma forma que em uma criança monolíngue”, finaliza a otorrinolaringologista.
Sinais de Alerta: quando a preocupação deve virar ação
Saber o que esperar em cada fase é importante, mas saber reconhecer os sinais de que algo pode não estar indo bem é ainda mais crucial. Especialistas utilizam o termo “red flags” (bandeiras vermelhas) para descrever os sinais que indicam a necessidade de uma avaliação profissional imediata. A presença de um ou mais desses sinais não significa um diagnóstico, mas um chamado para a ação.
“O sinal de alerta mais grave, em qualquer idade, é a regressão. Uma criança que falava algumas palavras e parou de falar, ou que interagia e se isolou, precisa ser avaliada imediatamente. Isso não é normal e pode indicar condições neurológicas sérias”, enfatiza. “Além da regressão, a falta de intenção comunicativa é outro ponto de grande preocupação. Uma criança que não aponta, não tenta mostrar o que quer, não busca o olhar do outro para compartilhar uma experiência… isso é mais preocupante do que apenas a ausência de palavras.”
Fique atento a estes sinais
| Faixa etária | Sinais de alerta a observar |
|---|---|
| Até 12 meses | – Não balbucia (aos 9 meses).- Não responde ao próprio nome.- Não aponta para objetos ou usa outros gestos para se comunicar (aos 12 meses).- Não demonstra interesse em interagir. |
| Até 18 meses | – Não fala nenhuma palavra inteligível (aos 16 meses).- Não aponta para mostrar algo de interesse.- Não compreende comandos simples como “não” ou “tchau”.- Prefere gestos a vocalizações. |
| Até 24 meses | – Não combina duas palavras espontaneamente (ex: “quer água”).- O vocabulário não está crescendo (menos de 50 palavras).- Não consegue seguir instruções simples de dois passos.- A fala é majoritariamente ininteligível. |
| Até 36 meses | – A fala é predominantemente ininteligível para pessoas de fora da família.- Não forma frases simples.- Não faz perguntas.- Mostra-se frustrado por não conseguir se comunicar. |
| Em qualquer idade | – Regressão em qualquer habilidade de fala ou linguagem (perda de habilidades que já possuía).- Resposta inconsistente ou ausente a sons.- Qualidade vocal atípica (rouca, anasalada).- Falta de contato visual ou de interesse em interação social. |
Fonte: Adaptado de Liang et al. (2023) e CDC (2025) [5, 4].
Mais que palavras: o impacto do atraso na fala na vida da criança
Uma dificuldade de comunicação na infância raramente se limita à fala. As consequências de um atraso não tratado podem se espalhar como uma onda, afetando o desempenho escolar, as amizades e a saúde emocional da criança. A linguagem é a ferramenta primária com a qual construímos nosso conhecimento de mundo e nossas relações sociais.
No ambiente escolar, a conexão entre a linguagem oral e a alfabetização é direta. Crianças com histórico de atraso de fala têm um risco até cinco vezes maior de apresentar dificuldades de leitura, segundo a Academia Americana de Médicos de Família (AAFP) [6]. A dificuldade em entender enunciados, contar uma história ou simplesmente fazer uma pergunta pode transformar a sala de aula em um ambiente de constante desafio.
“O impacto social e emocional é imenso e, por vezes, subestimado. A criança que não consegue se expressar pode se tornar retraída, agressiva ou ansiosa. Ela pode ser alvo de bullying ou ser isolada pelos colegas por não conseguir participar das brincadeiras e conversas. Essa frustração contínua mina a autoestima e pode criar cicatrizes emocionais que perduram até a vida adulta”, alerta a otorrino infantil. Um estudo publicado no Journal of Speech, Language, and Hearing Research corrobora essa visão, mostrando que mesmo erros de fala residuais aumentam o risco de desafios sociais e emocionais [7].
O caminho do diagnóstico: uma investigação detalhada
Diante da suspeita de um atraso, uma avaliação completa e multidisciplinar é o passo mais importante. O objetivo é ir além do sintoma (a falta de fala) e entender a causa, a natureza e a extensão da dificuldade. O fonoaudiólogo é o profissional central nesse processo, mas a jornada diagnóstica frequentemente envolve uma equipe com pediatra, neuropediatra e, crucialmente, o otorrinolaringologista.
“Minha primeira preocupação como otorrino é sempre a audição. Realizamos exames como a audiometria e o teste da orelhinha para garantir que a via auditiva está íntegra. Em seguida, avaliamos a parte anatômica: a boca, a língua, o palato. Só depois de descartar as causas físicas e auditivas é que a investigação se aprofunda nos transtornos de processamento central da linguagem”, descreve a Dra.
A avaliação fonoaudiológica inclui testes padronizados para a idade, observação da criança em brincadeiras e uma longa conversa com os pais para colher o histórico completo. O diagnóstico diferencial é a chave: é preciso saber se o atraso é primário (um TDL, por exemplo) ou secundário a outra condição, como o autismo ou a deficiência intelectual, pois o plano de tratamento será completamente diferente para cada caso.
Intervenção Precoce: a chave para mudar o futuro
Confirmado o diagnóstico, a recomendação é unânime entre os especialistas: iniciar a intervenção o mais rápido possível. Os primeiros anos de vida são um período de intensa neuroplasticidade, quando o cérebro está mais apto a criar conexões. A intervenção precoce, definida pela ASHA como um sistema de suporte para crianças de 0 a 3 anos, aproveita essa janela de oportunidade para maximizar o potencial de desenvolvimento da criança [8].
“A terapia fonoaudiológica é o pilar do tratamento. Mas ela não pode ser vista como uma aula de uma hora, duas vezes por semana. O sucesso da terapia depende fundamentalmente do envolvimento da família”, afirma a otorrino. “Meu papel, e o do fonoaudiólogo, é também o de capacitar os pais, transformá-los em agentes terapêuticos no dia a dia. Ensinamos estratégias para serem usadas durante o banho, a refeição, a brincadeira. A terapia tem que acontecer o tempo todo, de forma natural e integrada à rotina da criança.”
As abordagens são baseadas no lúdico, usando os interesses da criança para estimular a comunicação. O objetivo não é forçar a fala, mas criar a necessidade e o prazer de se comunicar, seja através de palavras, gestos ou outros meios, construindo gradualmente as bases para uma linguagem mais complexa e funcional.
Transformando a rotina em estímulo: dicas práticas para o dia a dia
Enquanto a terapia especializada é fundamental, o ambiente em que a criança vive é o terreno onde a linguagem floresce. Criar um cotidiano rico em interações e estímulos comunicativos é uma tarefa para todos que convivem com a criança.
“A dica de ouro é: menos tela, mais interação. A comunicação se aprende na troca, no olho no olho, na brincadeira conjunta. O tablet e a televisão são vias de mão única, não há troca, não há resposta. Desligue os eletrônicos e sente no chão para brincar com seu filho. Narre a brincadeira, cante, leia um livro. É nessa interação de qualidade que a mágica acontece”, aconselha a especialista.
Estratégias para pais e cuidadores:
- Converse o tempo todo: Descreva o que estão fazendo juntos, desde a troca de fraldas até o preparo do jantar.
- Leia diariamente: Faça da leitura um hábito. Aponte para as figuras, imite os sons dos animais e faça perguntas sobre a história.
- Dê tempo para a criança responder: Evite a ansiedade de completar as frases por ela. O silêncio é parte do processo de comunicação.
Estratégias para educadores:
- Crie uma sala de aula comunicativa: Promova atividades em grupo e cantinhos temáticos que incentivem a conversação e o jogo simbólico.
- Faça perguntas abertas: Em vez de perguntas de “sim” ou “não”, opte por aquelas que começam com “o que”, “onde”, “por que”, incentivando respostas mais elaboradas.
- Mantenha uma parceria com a família: Compartilhe suas observações sobre o desenvolvimento da criança e trabalhem em conjunto para apoiá-la.
O desenvolvimento da linguagem é uma das jornadas mais complexas e importantes da infância. Navegar por ela exige informação de qualidade, observação atenta e, acima de tudo, ação. A mensagem da ciência e dos especialistas é clara: na dúvida, não espere. A intervenção precoce pode mudar drasticamente a trajetória de desenvolvimento de uma criança, minimizando dificuldades futuras e abrindo portas para o sucesso acadêmico e social.
“A maior barreira que enfrentamos ainda é a desinformação e o medo. Pais, não tenham receio de procurar ajuda. Professores, não hesitem em orientar uma família. Um diagnóstico não é um rótulo, mas um mapa que nos permite traçar o melhor caminho para ajudar aquela criança a atingir todo o seu potencial. E o tempo, na primeira infância, é o nosso recurso mais precioso”, conclui a Dra. Milene Bissoli.
Referências:
[1] American Academy of Pediatrics. (2021). Language Delays in Toddlers: Information for Parents. HealthyChildren.org.
[2] American Speech-Language-Hearing Association. (s.d.). Late Language Emergence.
[3] National Institute on Deafness and Other Communication Disorders. (2023). Developmental Language Disorder.
[4] Centers for Disease Control and Prevention. (2025). CDC’s Developmental Milestones.
[5] Liang, W. H. K., Gn, L. W. E., Tan, Y. C. D., & Tan, G. H. (2023). Speech and language delay in children: a practical framework for primary care physicians. Singapore medical journal, 64(12), 745–750.
[6] Rupert, J., & Mapp, J. (2023). Speech and Language Delay in Children. American Family Physician, 108(2), 159-167.
[7] Hitchcock, E. R., Harel, D., & McAllister Byun, T. (2017). Social, emotional, and academic impact of residual speech errors in school-age children: A survey study. Journal of speech, language, and hearing research : JSLHR, 60(10), 2809–2826.
[8] American Speech-Language-Hearing Association. (s.d.). Early Intervention.
