Correio do Litoral
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Carta da Mata

Os recônditos do Litoral do Paraná nas cartas de estrangeiros

André de Meijer se vê refletido nas cartas de outro “europeu deslumbrado” com as maravilhas dos recônditos do litoral paranaense e dá contribuições à tradução de Francisco Paulo Lothar Lange à obra “Bai Von Paranaguá” (Da Baía de Paranaguá, 2010)

Carta 160. O pé fabuloso

Atualmente, após de 12½ anos de residência na APA de Guaraqueçaba (litoral norte do Paraná), está ficando mais raro eu chegar em casa todo entusiasta de alguma novidade presenciado na natureza local. Mas, acabou acontecendo no início deste mês...

Carta 159. Tratando (d)os imigrantes: algumas leituras

Em 1942, veio a  ordem da Divisão de Polícia Política e Social (DPS) para, num prazo de 24 horas, os imigrantes japoneses, alemães e italianos estarem com as malas prontas para serem transportados ao interior do Estado, já que o litoral tinha sido declarado área de segurança nacional.

Carta 158. Cogumelos em árvores urbanas

Dos meus atuais 36 anos de residência no Paraná, tenho passado dois terços nos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais. Assim, é fácil entender porque na área desses dois municípios vizinhos tenho encontrado mais espécies de cogumelos (macrofungos), aproximadamente 800, do que em qualquer outra parte do Estado. Quando incluo neste censo também os cogumelos de outro município vizinho, Colombo, tenho um total de 1000 espécies.

O mais lindo jardim

Carta 157. Jardim lindo em Antonina e a sua jardineira Eu tinha 23 anos quando faleceu a minha bisavó, Maria Therese Roose. São poucas as pessoas que tem o privilégio de poder conviver por tanto tempo com uma bisavó. Ela tinha nascido e crescido em Flandres da Bélgica e o seu belo sobrenome foi bem apropriado, pois ela adorava cuidar do seu jardim.(a) Ela casou-se com um holandês e soube passar o gosto pela jardinagem à única filha, Marie Louise Cammaert, que por sua vez o passou à filha primogênita, Marie Thérèse Calon, a minha mãe. A casa dessas três senhoras estava sempre cheia de vasos de flores, recém-colhidas no próprio jardim e a minha mãe, durante muitos anos, decorava com as suas flores de corte a igreja da nossa cidadezinha, IJzendijke.

Carta 156. Flagrado!

Na quarta-feira (15 de abril de 2015) estava trabalhando em casa quando, às duas e meio da tarde, uma das galinhas da chácara começou a gritar. Inicialmente pensei que o galo estava fazendo avanços nela.

Testando um controlador de mutucas

Caros amigos, Segue uma carta sobre as mutucas da parte continental do litoral norte do Paraná (fascículo 154 da série “Cartas da Mata Atlântica”). Nela apresento o resultado do meu levantamento deste grupo para o litoral paranaense, baseado na literatura e num esforço pessoal de coleta. O trabalho ficou tão volumoso que resolvi dividi-lo em duas partes. Hoje estou lhes encaminhando somente a primeira parte, de 15 páginas, contendo o texto, todas as oito tabelas e Apêndice 1. A segunda parte, de 49 páginas, contém os outros sete apêndices (Apêndices 2 a 8) e duas fotografias coloridas e será enviada somente às pessoas que me avisem de estar interessada em recebê-la.(a) Encontrei 27 espécies de mutucas no litoral norte do Paraná, num total de 234 dias de coleta, distribuídos em um período de 19 meses. Foram capturados mais de três mil exemplares de mutucas, numa amostra total de mais de doze mil insetos. Três espécies contam como primeiros registros para o Paraná e outras duas são primeiros registros para o litoral do estado. O total corresponde à metade das espécies de mutucas registradas para todo litoral paranaense (são 53) e à quase um terço das espécies conhecidas do Paraná inteiro (são 78). Esta primeira parte contém uma chave de identificação para as espécies de mutucas pessoalmente encontradas no litoral norte; espero que esta ferramenta possa ser útil a aqueles que residem na região, ou que visitem o litoral na estação quente e, principalmente, que seja utilizada também em aulas de ciências nas escolas do litoral. Aproveitem este material na nova estação das mutucas, que está começando! André Guaraqueçaba, 18 de setembro de 2014 (a) As pessoas que me ajudaram nesta pesquisa e os especialistas brasileiros em mutucas (também alguns estrangeiros) estão automaticamente recebendo a segunda parte desta carta. Carta 154. Testando um controlador de mutucas Quando, em 11 de dezembro de 2009, emiti a circular “Os olhos divinos da Luzia”, vários leitores reagiram me contando do seu sofrimento pessoal com as mutucas do litoral paranaense. Julgando-me especialista, solicitaram uma orientação sobre como enfrentar estas „pestinhas‟ aladas. Respondi que a melhor coisa a fazer seria evitar o litoral do início de novembro à metade de dezembro, ou, para quem ali resida usar naquele período um chapéu de aba larga e roupas brancas. Contra Chrysops varians, aquela mutuca pequena que ataca o alto da cabeça e tanto incomoda na área rural, é possível se proteger andando abaixo de uma sombrinha branca, pois essa espécie não gosta de perder o contato visual com o céu: quando vai abaixo da sombrinha e percebe que perdeu a possibilidade de fugir em direção ao sol, logo procura escapar lateralmente. Em comparação com a sombrinha branca, um guarda-chuva de lona preta terá a desvantagem de atrair mutucas pela cor e pelo calor emitido, já que uma superfície negra esquenta no sol.(a) É claro que este método de proteção somente é aplicável pelo andarilho, pois um agricultor não tem como andar de sombrinha, pois precisa manter as mãos livres para trabalhar. Além disso, o método serve apenas para Chrysops. Para as outras mutucas só lhe resta rezar que a primavera passe rápido. Como sabem, são somente as mutucas fêmeas que sugam o sangue de mamíferos como nós. Essa alimentação é usada para o desenvolvimento dos ovos, mas aparentemente não é necessária para o primeiro lote de ovos. Os machos se alimentam de néctar e outros líquidos. A circular supracitada teve uma consequência positiva para mim: o jornalista Gustavo Aquino, de Guaratuba, PR, publicou a carta no seu jornal eletrônico “correiodolitoral.com” e a partir daí ele começou a publicar naquele jornal também as minhas cartas posteriores. Inicialmente, tive a impressão de que o número dos meus leitores não aumentava pela publicação no Correio do Litoral, pois as pessoas dando retorno às cartas já integravam a minha própria lista de destinatários. Mas, em 26 de setembro de 2011 um desconhecido, Manuel, residente de um lugar remoto (Holanda), comunicou-me de que tinha conseguido o meu endereço eletrônico pelo Correio do Litoral. Ele me explicou que dominava razoavelmente bem o português por ter vivido toda a sua adolescência no Brasil e o pai espanhol, que levou a família embora do país em 1964. Manuel me contou que era revendedor de uma armadilha para mutucas, fabricada na Holanda e exportada com sucesso para muitos países no norte da Europa e da Ásia. Buscando expandir o mercado para o território brasileiro, ele tinha feito uma busca eletrônica usando a palavra, “mutuca‟ e assim encontrado a minha circular. Manuel acabou me enviando pelo correio um exemplar desta armadilha, para testar e avaliar no clima subtropical-tropical. Na carta de hoje apresento o resultado da minha experiência com o aparelho. A armadilha consiste de uma bola preta de borracha pendurada abaixo de um funil de plástico transparente verde. Com tempo ensolarado, a bola esquenta e com algum vento…