Correio do Litoral
Notícias do Litoral do Paraná
Navegando pela Categoria

As Notícias

Faça uma ponte para uma criança sorrir

A Fatel Contabilidade, realizou no dia 12 de outubro, junto com a Paróquia Menino Deus e a Comunidade Savana, a “II Festa Da Criança – Faça uma ponte para uma criança sorrir”.

Mordomias

As mordomias e o deslumbramento das elites de servidores públicos. Os magistrados ganharam a bolsa moradia liminarmente conforme decisão monocrática do ministro Fux, já conhecido pelas manifestações polêmicas e histórico de sua toga. Mais uma vez a opinião pública está traumatizada. Perplexo e indignado o povo assiste a mais outra violência à sua passividade e boa fé. O Conselho Nacional de Justiça, cuja finalidade é fiscalizar a administração do Poder Judiciário, acionado, decepcionou e aprovou a decisão. Num azougue de celeridade, estabeleceu limites: a bolsa não atinge os casados cujo cônjuge já recebe ajuda semelhante, os aposentados e os que estão afastados das funções respondendo processos. Determinou que a ajuda limita-se a R$ 4.300,00 por mês. Decorre então que o magistrado da Comarca isolada nos confins do Amapá ou provido no centro urbano de Santa Catarina perceberá a mesma ajuda, em condições imaginárias como se fossem iguais os valores de alugueres e obrigações pertinentes. Inclusive quem reside em imóvel próprio. Pasmem: Do outro lado da sociedade, patrícios lutam para sobreviverem com minguados salários irrisórios; outros em busca de solo para plantarem enfrentam jagunços, passam fome e frio sem reforma agrária; homens, mulheres e crianças com a esmola de bolsa família e outras ajudas fantasiam suas ilusões; pescadores profissionais se valem do defeso, e perdidos há multidões de entorpecidos pela desesperança, que cruzam, sobem e descem em círculos intermináveis, iguais a zumbis sem eira e nem beira, que se quer podem se curar de vícios e explorações de traficantes. Castas diferenciadas de servidores públicos, sem olhar ao lado, no entanto, ignoram a realidade de multidões. É a elite que não conhece o povo e o país. Personalidades das altas-rodas da República que ao longo de quinhentos anos de despudorada exploração, fazem ouvidos de moucos, fecham seus olhos e indiferentes, aproveitam licenças prêmios e artifícios legais para divertirem-se no hemisfério norte à custa do erário e da miséria de contribuintes. Até quando? Vale a reflexão: Até quando? Antes os militares com suas baionetas e sadismo maluco torturavam e matavam indiscriminadamente, agora, com canetas, tráfico de influência e artifícios legais, é a alta estirpe de servidores públicos, fechada na sociedade de nababos, elitizada em casta indecente que, oficialmente permanece explorando, matando e torturando inocentes desvalidos que imploram justiça. Servidor público é servus. Não é o senhor da sociedade a quem deve servir. As autoridades públicas fingem desconhecer a realidade das massas anônimas que constroem a nação. Servidor público deve respeito ao povo e ao povo deve prestar contas. A farra dos privilégios das altas esferas políticas está traumatizando o povo cansado que busca justiça e paz social. A tradição das elites brasileiras é a dominação sem limites, ética ou vergonha. A história tem que mudar. Enquanto jorra dinheiro pelo ladrão beneficiando as altas esferas da elite de funcionários públicos dos três poderes, no litoral do Paraná é manchete repetida que, ora não haverá atendimento na saúde pública; ora que a ponte caiu na última tempestade; ora que não tem lixão adequado; ora isso, ora aquilo, cuja desculpa sempre é a falta de verba para implementar-se o que o povo clama. Vale gritar: Chega! O litoral precisa de justiça social, não de mordomias privilegiando elite deslumbrada apadrinhada. Chega! Roberto J. Pugliese é sócio do Instituto dos Advogados de Santa Catarina pugliese@pugliesegomes.com.br

Testando um controlador de mutucas

Caros amigos, Segue uma carta sobre as mutucas da parte continental do litoral norte do Paraná (fascículo 154 da série “Cartas da Mata Atlântica”). Nela apresento o resultado do meu levantamento deste grupo para o litoral paranaense, baseado na literatura e num esforço pessoal de coleta. O trabalho ficou tão volumoso que resolvi dividi-lo em duas partes. Hoje estou lhes encaminhando somente a primeira parte, de 15 páginas, contendo o texto, todas as oito tabelas e Apêndice 1. A segunda parte, de 49 páginas, contém os outros sete apêndices (Apêndices 2 a 8) e duas fotografias coloridas e será enviada somente às pessoas que me avisem de estar interessada em recebê-la.(a) Encontrei 27 espécies de mutucas no litoral norte do Paraná, num total de 234 dias de coleta, distribuídos em um período de 19 meses. Foram capturados mais de três mil exemplares de mutucas, numa amostra total de mais de doze mil insetos. Três espécies contam como primeiros registros para o Paraná e outras duas são primeiros registros para o litoral do estado. O total corresponde à metade das espécies de mutucas registradas para todo litoral paranaense (são 53) e à quase um terço das espécies conhecidas do Paraná inteiro (são 78). Esta primeira parte contém uma chave de identificação para as espécies de mutucas pessoalmente encontradas no litoral norte; espero que esta ferramenta possa ser útil a aqueles que residem na região, ou que visitem o litoral na estação quente e, principalmente, que seja utilizada também em aulas de ciências nas escolas do litoral. Aproveitem este material na nova estação das mutucas, que está começando! André Guaraqueçaba, 18 de setembro de 2014 (a) As pessoas que me ajudaram nesta pesquisa e os especialistas brasileiros em mutucas (também alguns estrangeiros) estão automaticamente recebendo a segunda parte desta carta. Carta 154. Testando um controlador de mutucas Quando, em 11 de dezembro de 2009, emiti a circular “Os olhos divinos da Luzia”, vários leitores reagiram me contando do seu sofrimento pessoal com as mutucas do litoral paranaense. Julgando-me especialista, solicitaram uma orientação sobre como enfrentar estas „pestinhas‟ aladas. Respondi que a melhor coisa a fazer seria evitar o litoral do início de novembro à metade de dezembro, ou, para quem ali resida usar naquele período um chapéu de aba larga e roupas brancas. Contra Chrysops varians, aquela mutuca pequena que ataca o alto da cabeça e tanto incomoda na área rural, é possível se proteger andando abaixo de uma sombrinha branca, pois essa espécie não gosta de perder o contato visual com o céu: quando vai abaixo da sombrinha e percebe que perdeu a possibilidade de fugir em direção ao sol, logo procura escapar lateralmente. Em comparação com a sombrinha branca, um guarda-chuva de lona preta terá a desvantagem de atrair mutucas pela cor e pelo calor emitido, já que uma superfície negra esquenta no sol.(a) É claro que este método de proteção somente é aplicável pelo andarilho, pois um agricultor não tem como andar de sombrinha, pois precisa manter as mãos livres para trabalhar. Além disso, o método serve apenas para Chrysops. Para as outras mutucas só lhe resta rezar que a primavera passe rápido. Como sabem, são somente as mutucas fêmeas que sugam o sangue de mamíferos como nós. Essa alimentação é usada para o desenvolvimento dos ovos, mas aparentemente não é necessária para o primeiro lote de ovos. Os machos se alimentam de néctar e outros líquidos. A circular supracitada teve uma consequência positiva para mim: o jornalista Gustavo Aquino, de Guaratuba, PR, publicou a carta no seu jornal eletrônico “correiodolitoral.com” e a partir daí ele começou a publicar naquele jornal também as minhas cartas posteriores. Inicialmente, tive a impressão de que o número dos meus leitores não aumentava pela publicação no Correio do Litoral, pois as pessoas dando retorno às cartas já integravam a minha própria lista de destinatários. Mas, em 26 de setembro de 2011 um desconhecido, Manuel, residente de um lugar remoto (Holanda), comunicou-me de que tinha conseguido o meu endereço eletrônico pelo Correio do Litoral. Ele me explicou que dominava razoavelmente bem o português por ter vivido toda a sua adolescência no Brasil e o pai espanhol, que levou a família embora do país em 1964. Manuel me contou que era revendedor de uma armadilha para mutucas, fabricada na Holanda e exportada com sucesso para muitos países no norte da Europa e da Ásia. Buscando expandir o mercado para o território brasileiro, ele tinha feito uma busca eletrônica usando a palavra, “mutuca‟ e assim encontrado a minha circular. Manuel acabou me enviando pelo correio um exemplar desta armadilha, para testar e avaliar no clima subtropical-tropical. Na carta de hoje apresento o resultado da minha experiência com o aparelho. A armadilha consiste de uma bola preta de borracha pendurada abaixo de um funil de plástico transparente verde. Com tempo ensolarado, a bola esquenta e com algum vento…

A protetora das corujas-buraqueiras

Numa segunda-feira desse inverno sem frio, fui surpreendido por um telefonema. De início meio estranho, depois inesperado e, por último, inusitado.