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Pesquisadores do CEM avistam golfinhos não comuns na região

No dia 9 de abril a equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) do Centro de Estudos do Mar (CEM) avistou duas espécies de golfinhos não muito comuns na região do litoral paranaense. A observação aconteceu durante um monitoramento de rotina à área da plataforma rasa do Paraná e às zonas estuarinas (ambientes aquáticos de transição entre um rio e o mar). Confira o vídeo. Os pesquisadores avistaram um grupo misto de golfinhos-pintados (Stenella frontalis) e de golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus). A primeira espécie não é comum no litoral paranaense, mas pode ser avistada quando há maior produção primária na região, já que segue as correntes com mais alimento. Já a segunda pode ser encontrada nas áreas costeiras, principalmente na região da Ilha dos Currais e Figueira. De acordo com a bióloga Camila Domit, os golfinhos mais comuns no litoral do estado são da espécie Sotalia guianensis, popularmente conhecidos como boto-cinza. Os monitoramentos acontecem para avaliar a ocorrência de mamíferos e tartarugas marinhas, assim como o comportamento dos animais na região, a forma como se organizam e, principalmente, se estão sendo impactados por atividades antrópicas (resultantes da ação humana). “Os golfinhos são sentinelas ambientais e refletem a saúde do ecossistema em seus padrões ecológicos e em suas atividades comportamentais. Avaliando esses animais, podemos entender como está a qualidade do ecossistema”, explica Camila. Neste último monitoramento, foi possível observar o grupo misto de golfinhos realizando diversas atividades de alimentação. “Pudemos coletar muitas imagens que trazem importantes informações sobre o uso da nossa região por espécies topo de cadeia trófica marinha (cadeia alimentar) ”, conta a bióloga. Segundo o LEC, mais de 20 espécies de mamíferos marinhos já foram registradas no litoral paranaense. Algumas espécies apenas passam pela região durante a migração, caso das baleias Jubarte, enquanto outras utilizam a região para desenvolvimento, reprodução e alimentação. “Nosso litoral é bastante produtivo, o que atrai estes organismos topo de cadeia trófica. Enquanto eles estiverem utilizando a área e com boa condição de saúde, significa que temos um litoral bem conservado”, afirma Camila. A bióloga alerta que, com base nos resultados das pesquisas do laboratório, percebe-se que muitas espécies de golfinhos começam a apresentar doenças características de animais estressados pela degradação do ecossistema. “Isso indica que está na hora de cuidarmos da nossa região, para que a situação não se agrave e, no futuro, afete também a nossa saúde”. Fonte: UFPR

Portaria do Ibama reforça proibição de uso do rio São João

O superintendente do Ibama no Paraná, Julio Gonchorosky, emitiu, nesta quarta-feira (11), uma portaria que proíbe o uso do rio São João. A decisão ocorre cinco dias depois do vazamento no rio do produto altamente tóxico osmose33 – usado no tratamento de madeira bruta – e de óleo diesel por causa de um acidente na BR-376, em Guaratuba, na sexta-feira (6). Autoridades divergem sobre as quantidades que foram derramadas – a portaria do Ibama cita que foram 30 mil litros de diesel e 7 mil do produto tóxico. Apesar da demora, a proibição do órgão ambiental federal deve reforçar o trabalho das prefeituras de Guaratuba e Garuva (SC) para evitar que populações vizinhas e turistas continuem a utilizar o rio. A Portaria nº 1002 proíbe “o uso recreativo, esportivo, pesqueiro, o bombeamento para irrigação ou outros fins no rio São João, no município de Guaratuba, até sua desembocadura na Baía de Guaratuba, por tempo indeterminado”. O texto também explica que não há “informações precisas até o momento sobre a extensão da contaminação do rio” e diz que “a revogação da proibição estará condicionada aos resultados de amostras de qualidade de água, a serem realizadas pelo órgão estadual de meio ambiente – Instituto Ambiental do Paraná”. A limpeza e monitoramento do rio estão sendo feitos por equipes das prefeituras, de órgãos ambientais e de defesa civil dos dois estados, e por três empresas contratadas pela concessionária da rodovia e pelos proprietários dos caminhões que tiveram os produtos derramados.