Ilha do Mel recebe mutirão para retirada de plantas invasoras
Entre as espécies retiradas para proteger biodiversidade local estão pínus, bambu, braquiária e capim-colonião

Na manhã do último sábado (29), o Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com voluntários da Iniciativa Campos Gerais, promoveu uma ampla ação de controle e manejo de plantas exóticas invasoras na Ilha do Mel, em Paranaguá.
A iniciativa mobilizou equipes para combater a proliferação de vegetação não nativa que ameaça o equilíbrio do ecossistema local, um dos patrimônios naturais e turísticos mais relevantes do estado.
A força-tarefa concentrou os trabalhos em três pontos estratégicos da localidade: Encantadas, Brasília e Ponta Oeste. Durante a atividade, os participantes realizaram a erradicação e o manejo seletivo , principalmente, de quatro espécies exóticas: o pínus (Pinus taeda), o bambu (Bambusa vulgaris), a braquiária (Urochloa sp.) e o capim-colonião (Megathyrsus maximus). Por apresentarem alta capacidade de adaptação e reprodução rápida, essas espécies competem diretamente por nutrientes, espaço e luminosidade com a flora nativa da Mata Atlântica.
A intervenção atende as diretrizes estabelecidas pelo Plano de Manejo da Unidade de Conservação (UC) da Ilha do Mel. Este documento técnico serve como instrumento essencial de gestão, definindo o zoneamento e as regras para a conservação e restauração da biodiversidade local.
A presença indevida de espécies como o pínus altera a acidez do solo e inibe o crescimento de plantas nativas, enquanto gramíneas como o capim-colonião e a braquiária favorecem a degradação da vegetação rasteira e aumentam o risco de incêndios florestais. Já os touceirais de bambu tendem a sufocar a regeneração de árvores autóctones.
Com o controle efetivo e contínuo dessas vegetações exóticas, o IAT e os grupos voluntários buscam restaurar a estrutura original do ecossistema de restinga e floresta ombrófila densa. O impacto esperado vai além da recuperação da flora: a conservação da vegetação nativa assegura o habitat e a disponibilidade de alimento para diversas espécies de animais nativos da região, garantindo a sustentabilidade ambiental e a preservação do patrimônio natural para o turismo consciente e as futuras gerações.
