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Leitora identifica corpo encontrado em Guaratuba

Leitora do Correio do Litoral.com identificou o corpo da mulher encontrado em Guaratuba como sendo de Micheline Cordeiro de Oliveira, moradora de Barra do Sul (SC). Na manhã desta sexta-feira, o marido reconheceu o corpo.

Segundo Paola Fantoni, as tatuagens divulgadas pelo Correio são idênticas a de Micheline, de 35 anos. “Meu Deus essa é a moça desaparecida de Balneário Barra do Sul Chelle D Oliveira, reconheci a tatuagem dela”, comentou no site na noite desta quinta-feira. O perfil da dona de casa desaparecida desde o dia 8 de junho no Facebook é Chelle D Oliveira (https://www.facebook.com/micheline.o.cordeiro).

A coincidência já havia sido verificada por familiares. Segundo o jornal Notícias do Dia, de Joinville, o marido de Micheline viajou na noite desta quinta-feira (26) para Guaratuba para confirmar as suspeitas. Ele deverá seguir para o Instituto Médico Legal, que fica em Paranaguá, para fazer o reconhecimento.

O ND divulgou imagens da tatuagem de Micheline que coincidem com a do corpo. De acordo com o jornal, a possível vítima estaria em processo de separação do marido, Cleverson Cordeiro, e teria viajado com um namorado, identificado apenas pelo primeiro nome, Gabriel.

Na manhã desta sexta-feira (27), Cordeiro esteve no IML e reconheceu o corpo pelas tatuagens, roupas e um anel.

As mensagens que “Chelle” publicou no Facebook mostram o espírito dela nos últimos dias. No dia 5 de outubro, três dias antes de desaparecer, postou: “Fechar ciclos, arrancar o mal pela raiz, tirar do lado quem faz mal. Daqui pra frente, só o que me faz bem quero por perto. Nada que me prenda, me maltrate, que me sufoque, que me põe pra baixo. Nem que doa, isso vai mudar. Tô precisando sacudir a poeira, dar a volta por cima e começar de novo. Menos máscaras, mais leveza. Respirar fundo e tentar ser feliz. Hora de me renovar.”

No dia 1º de junho, publicou um texto que demonstra uma disposição que pode ter sido decisiva para seu destino: “Quando seu passado chamar, não atenda. Ele não tem nada a dizer”.

O Correio do Litoral.com entrou em contato com a Delegacia de Guaratuba no início da manhã desta sexta e conversou com o investigador Airton Antonio de Assis que já havia lido a matéria do ND e vai reforçar a investigação em contato com a Delegacia de Barra do Sul e com a leitora do Correio. Ele agradeceu a divulgação das imagens pelo Correio assim como por diversos veículos de comunicação. Barra do Sul fica a 40 quilômetros de Joinville.

Durante a manhã, o Correio conversou pela Internet com diversos amigos e conhecidos de Micheline. Todos consideram que a identificação é inequívoca: é ela mesmo. Contaram que ela tinha um casal de filhos, era uma boa mãe, boa vizinha, uma pessoa carinhosa com todos. Soubemos o número do telefone celular do marido (apesar de ela ter se colocado como “solteira” no Facebook), mas decidimos não ligar. Mais informações obteremos com as autoridades.

No início da noite, a jornalista Rosana Ritta, editora do jornal Notícias do Dia postou o seguinte comentário nesta matéria: “Olá, pessoal do Correio, além de ser a jornalista que descobriu o fato, sou amiga da Micheline desde que ela casou com o Cleverson há 18 anos e fico muito triste em ter sido a primeira a identificar seu corpo graças a esta coincidência das tatuagens, aliás, fui eu quem deu a notícia da morte a ele. Parabéns pelo trabalho sério de vocês e obrigado pelo crédito. Vou retribuir.”

As imagens do corpo

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 Fotos de Micheline

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