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Lideranças metalúrgicas colocam nomes à disposição para representar trabalhadores nas eleições de 2026

Depois de décadas percorrendo fábricas, conduzindo assembleias e negociando acordos coletivos, duas das principais lideranças do sindicalismo paranaense começam a ser lembradas também para a disputa eleitoral de 2026

Nelsão e Butka | fotos: redes sociais

Nos bastidores do PT e do movimento sindical, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e da Força Sindical Paraná, Sérgio Butka, é apontado como nome natural para uma candidatura à Câmara Federal. Já Nelsão da Força, atual primeiro vice-presidente do sindicato e da central sindical, aparece como possível representante dos trabalhadores na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

A movimentação não surgiu da noite para o dia. Ela é resultado de uma discussão que vem ganhando força entre dirigentes sindicais de todo o país: a percepção de que a classe trabalhadora perdeu espaço nos parlamentos justamente em um período marcado por debates sobre emprego, renda, indústria e direitos sociais. É nesse contexto que lideranças forjadas nas campanhas salariais, nas portas de fábrica e nas mesas de negociação começam a ser estimuladas a ocupar um papel mais ativo também na política institucional.

“Hoje são poucos os deputados estaduais e federais que abraçam a bandeira dos trabalhadores. Precisamos ampliar a participação de quem conhece a realidade das fábricas, dos empregos e das negociações coletivas”, afirma Sérgio Butka.

Com trajetória consolidada no movimento sindical, Sérgio Butka preside atualmente o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a Força Sindical do Paraná e a Federação dos Metalúrgicos do Estado do Paraná. Ao longo de sua atuação, participou de negociações coletivas e campanhas salariais envolvendo grandes empresas da indústria paranaense, além de acompanhar debates relacionados ao desenvolvimento econômico, à indústria e ao mundo do trabalho.

Nelsão da Força, primeiro vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e da Força Sindical Paraná, tem atuação voltada à organização de trabalhadores, assembleias, negociações coletivas e mobilizações sindicais. Sua trajetória inclui participação em campanhas salariais, ações de defesa do emprego e articulações relacionadas às pautas trabalhistas e sindicais.

Para Nelsão, a presença de representantes oriundos do mundo do trabalho nos espaços de decisão é um tema relevante para o debate público. “A participação dos trabalhadores na política precisa ser discutida com seriedade. Quem vive o cotidiano da fábrica conhece os desafios do emprego, dos salários, da qualificação profissional e das condições de trabalho”, afirma.

A possível entrada de Butka e Nelsão na disputa eleitoral acontece em um momento de reflexão dentro do movimento sindical brasileiro. Entre dirigentes e trabalhadores, cresce a avaliação de que o número de parlamentares com origem direta no chão de fábrica e compromisso histórico com as pautas trabalhistas diminuiu nos últimos anos. A preocupação não é apenas corporativa. Para o sindicalismo, temas como geração de empregos de qualidade, fortalecimento da indústria nacional, valorização dos salários, negociação coletiva e proteção dos direitos dos trabalhadores precisam voltar ao centro das discussões políticas.

Nesse cenário, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba surge como uma das organizações mais estruturadas para participar desse debate. Com forte presença na Região Metropolitana de Curitiba e protagonismo em negociações envolvendo algumas das maiores montadoras e indústrias do país, o SMC acumulou nos últimos anos uma trajetória marcada pela defesa do emprego, pela conquista de avanços salariais e pela participação em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria paranaense e brasileira.

Caso as candidaturas sejam oficializadas, Butka e Nelsão deverão integrar um campo político que também manifesta apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à eventual candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado Federal e à pré-candidatura de Requião Filho (PDT) ao Governo do Paraná. As definições partidárias e eleitorais deverão ocorrer até o início do próximo mês.

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