Paranaguá vira cenário de livro de ficção climática
Escrito pela paranaense Ana Wolfe, Ao mar usa cenários reais da cidade em romance que explora o avanço das mudanças climáticas

O que você faria se o nível do mar subisse 80 metros? Essa é a premissa do livro Ao mar, escrito pela paranaense Ana Wolfe, e lançado no fim de maio pela Editora Patuá. Na obra, a personagem central, Manoela, começa a sua jornada às margens do Rio Itiberê, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá.
Em Ao mar, a cidade é palco do colapso climático e acaba sucumbindo ao avanço das águas do mar. Vagando entre a apatia e a ação, Manoela circula por locais conhecidos dos parnanguaras como a Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, a Biblioteca Municipal Leôncio Correia e o Porto.
É no Porto Dom Pedro II que a protagonista descobre a construção de ilhas artificiais, originalmente projetadas para abrigar os refugiados climáticos, e um dos panos de fundo do livro, que discute o conceito da vida em “cidades flutuantes” como uma das alternativas para o espaço urbano. “Paranaguá é uma cidade de grande importância para o estado e, por isso, decidi dar início à história da Manoela ali, em meio a uma parte da história do Paraná”, conta Ana Wolfe.
Sobre a autora
Ana Wolfe é natural de Santo Antônio da Platina (PR), onde iniciou a carreira de jornalista, atuando no jornal Tribuna do Vale. Hoje, além da escrita de ficção, ela se dedica ao Instituto Agir Ambiental, ong que ajudou a fundar em 2016, e onde atua em projetos nas áreas de comunicação, sustentabilidade e tecnologia.
Livro: Ao mar
Autora: Ana Wolfe
Editora: Patuá
Páginas: 128 páginas
Preço: R$ 60
Onde comprar: Disponível no site da Editora Patuá (https://www.editorapatua.com.br/ao-mar-romance-de-ana-wolfe/p) e pela Amazon.
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