Correio do Litoral
Notícias do Litoral do Paraná

História e ficção no afundamento de Guaratuba

A erosão que provocou o afundamento de diversos prédios nas margens da baía de Guaratuba, no dia 22 de setembro de 1968, rendeu um livro que mistura o rigor histórico e a ficção. “O Minhocão, A História e a Verdadeira História”, do professor Carlos R A Quintino tem duas partes: parte histórica, onde relata os fatos como eles aconteceram, e a ficção, um romance que desenvolve o enredo com base no acontecimento. O livro foi lançado no dia 16 de setembro, na Doxa Livraria. No mesmo evento, Carlos Quintino também lançou o livro “Conto do Meu Canto”, que aborda a cultura, costumes e cenários do litoral paranaense. O autor destaca entre os presentes, os ex-vereadores Norberto de Paula Pinto e Tristão da Silva Miranda, com seis e quatro mandatos, respectivamente. Os dois falaram da importância das obras como referência cultural e histórica da cidade e do litoral paranaense. As obras estão disponíveis na Doxa Livraria, que fica na rua R. José Nicolau Abage, 1253, em Guaratuba. Os interessados também podem entrar em contato com o autor pelo e-mail: [email protected] Imagens cedidas pelo autor

A criação Unidades de Conservação

Duas questões são básicas para a criação de Unidades de Conservação: Uma, priorizando a manutenção, regeneração e recuperação ambiental, tratando a organização do espaço territorial a partir da integração dos ecossistemas, objetivando linearidade e conexão entre as estruturas, promoção da biodiversidade animal e vegetal, drenagem, controle da erosão e outros tantos serviços ambientais que justificam a conservação dos sistemas naturais. Outra, voltada a organização do espaço territorial para desenvolvimento de atividades direcionadas ao lazer, ao convívio, e as práticas esportivas, agregando-as as condições ambientais. As bacias hidrográficas, atualmente, servem como fundamento básico para uma nova concepção sobre o uso e a ocupação territorial. As áreas marginais aos rios e cursos d’água nas cidades, servem também ao lazer, a circulação de pedestres e ciclistas, qualificando o espaço urbano. Na legislação ambiental brasileira as áreas marginais aos cursos d’água são consideradas Áreas de Preservação Permanente – APPs. Significa que não podem ser ocupadas, e edificações não são permitidas. No entanto, o mercado imobiliário formal, em termos econômicos, é excludente, fazendo com que as áreas públicas de proteção ambiental sejam alternativas de ocupação pelos excluídos do mercado formal. Frequentemente são invadidas por iniciativa da própria população, ou por ação de especuladores que comercializam loteamentos informais e clandestinos. Isso potencializa, em áreas ambientalmente frágeis, os riscos para a vida humana, as condições insalubres de habitação e os danos materiais e ambientais. Em Itapoá, a maioria dos loteamentos foram criados nos anos 60, concebidos isoladamente em espaços fragmentados, sem regras de interação, sem ligações entre outras áreas, sem infraestrutura, sem equipamentos públicos indispensáveis e, principalmente, sem levar em conta a ecologia ou legado cultural. Essa forma de ocupação vem causando sucessivos impactos ambientais e sociais, como a destruição da paisagem, a alteração do ciclo hidrológico, a destruição da vegetação e a alteração da escala humana que passou a ser relacionada mais com os veículos motorizados do que com o pedestre. Os riscos de inundação e a contaminação das águas nos rios e córregos próximos às cidades passam a ser consequência dominante. Geralmente, e Itapoá não é exceção, verifica-se a ausência de cobertura vegetal, a ocupação das margens, o assoreamento, a canalização, e o lançamento de esgoto residencial em fossas individuais, cujos efluentes, lixiviados para o lençol freático, acabam poluindo as águas subterrâneas. É crescente o consenso de que os padrões de desenvolvimento precisam ser revistos. A consciência ambiental somada ao interesse da população pela vivência pública nas cidades, tem revigorado o conceito e a utilização das Unidades de Conservação nos municípios brasileiros. Mudanças comportamentais, transformações econômicas, sociais e culturais, obrigam os gestores municipais investirem em programas e projetos para valorização dos espaços públicos e coletivos, especialmente na construção e manutenção de áreas verdes. Dentre as formas para equilibrar urbanização e preservação do meio ambiente, as Unidades de Conservação surgem como uma alternativa eficaz aos modelos tradicionais de praças e jardins que não se mostram mais adequados às necessidades. A moderna dinâmica urbana exige visão holística, sistêmica e interdisciplinar, para atingir o equilíbrio ambiental, social e econômico. Nesse sentido, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), editou uma Resolução sobre os casos excepcionais em que são permitidas intervenções de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto ambiental. A Resolução, além de regularizar situações existentes, possibilitou a intervenção nas áreas de preservação permanente facultando a implantação de áreas verdes de domínio público e de alguns outros usos mediante condicionantes e restrições. Todavia, aos projetos, na grande maioria, falta planejamento que articule a construção com as necessidades sociais e ambientais, principalmente em termos das condicionantes legais. A pouca atenção dada a essa questão no contexto municipal, dificulta a compreensão das funções que as Unidades de Conservação têm assumido nas cidades. O rio Saí Mirim e sua bacia hidrográfica, os remanescentes de florestas costeiras de planícies litorâneas, por exemplo, reúnem condições físicas e ambientais para a criação de importantes Unidades de Conservação. A legislação municipal, inclusive, favorece a criação de um mosaico de Unidades de Conservação, através das áreas de preservação ambiental constantes no Zoneamento Ecológico-Econômico. O momento é oportuno para se pensar na criação e posterior implantação de Unidades de Conservação no município, especialmente agora, quando o Porto de Itapoá, disponibilizará parcela significativa de recursos para Compensação Ambiental das obras de sua ampliação. Recursos que, por determinação legal, serão direcionados às Unidades de Conservação públicas já existentes, caso do pequeno Parque Natural Municipal Carijós e, principalmente, a estudos para criação e constituição de outras novas unidades em Itapoá. Itapoá (Primavera), setembro de 2017

Governo “congela” recursos para o lixo da Operação Verão

O governador Beto Richa anunciou, nesta segunda-feira (9), um repasse de R$ 5,27 milhões para a coleta do lixo em seis cidades do Litoral durante a temporada de verão. É o mesmo valor nominal anunciado há, pelo menos, oito anos. De lá para cá, a inflação foi de aproximadamente 63% (IPCA-IBGE). Em 2009, o então governador Roberto Requião anunciava R$ 5,2 milhões para fazer o serviço em toda região, sendo aproximadamente R$ 1,7 milhão para Guaratuba – em valores atualizados seriam mais de R$ 2,7 milhões. Nesta temporada 2017-2018, Richa vai repassar R$ 1,5 milhão e a Prefeitura de Guaratuba terá de complementar o serviço com mais R$ 370 mil. Todos os anos, o governo estadual assume a coleta do lixo do Litoral no verão em virtude do aumento expressivo de visitantes na região. As cidades balneárias de Guaratuba, Matinhos e Pontal, nos momento de pico, chegam a receber uma quantidade de pessoas dez vezes maior do que sua população residente. Os R$ 5,27 milhões se destinam a coleta do lixo em Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Antonina e Morretes. Na Ilha do Mel (Paranaguá), a coleta de resíduos será feita diretamente pelo Instituto Águas Paraná. A Operação Verão do Governo do Paraná começa no dia 21 de dezembro e termina no dia 14 de fevereiro.

5 carros e 7 motos são recolhidos em Guaratuba

Cinco carros e sete motos foram recolhidos na noite desta segunda-feira (9), em Guaratuba pela Polícia Militar. Foram fiscalizados 51 veículos e abordadas 75 pessoas. Foram lavrados 20 autos de infração de trânsito e feitos 13 boletins de ocorrência. As blitz e bloqueios serão feitos semanalmente na cidade e visam, segundo a PM, “inibir acidentes de trânsito e a permanência de situações irregulares dos veículos e condutores”.

Em debate a integração dos parques Saint-Hilaire e Guaricana

O Conselho Consultivo do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange se reúne na tarde desta terça-feira (10), na UFPR Litoral. Toda a comunidade do entorno do parque é convidada a participar. A 22º Reunião está marcada para as 13h30 e na Sala Multiuso da Universidade. Na pauta da reunião está prevista a apresentação, pelo Grupo de Trabalho Integração, da proposta de composição dos conselhos do PNSHL e do Parque Nacional Guaricana, e uma apresentação sobre o Observatório de Conservação Costeira do Paraná (OC2) – função e atividades desenvolvidas. A UFPR – Setor Litoral fica na rua Jaguariaíva, 512, Caiobá, em Matinhos. Com informações do PNSHL / ICMBio

Guaratubana e joinvilense são presas com 24 Kg de maconha

Uma mulher de Guaratuba, de 24 anos, e uma adolescente, de 16 anos, moradora de Joinville foram flagradas com 24 Kg de maconha em Coronel Sapucaia, no interior do Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira (6), as duas estavam em um ônibus intermunicipal que faz a linha entre Coronel Sapucaia e Amambai quando foram abordas pela Polícia Militar. No bagageiro foram encontradas duas malas, contendo 12 tabletes maconha. Pelos tickets e passagens, os policiais militares descobriram que a mala pertencia às duas. De acordo com a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, a adolescente apresentou um RG pertencente a sua irmã, no entanto a foto fixada no documento era dela, “que confessou aos policias ter adulterado o documento para poder viajar e apresentou a certidão de nascimento com seus dados verdadeiros”. “Questionadas sobre origem e destino da droga, ambas alegaram terem pego de uma mulher desconhecida no ponto de embarque e que levariam para Joinville onde receberiam pelo transporte da droga a quantia de R$ 5.000,00. Com a presença do Conselho Tutelar, elas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil. Coronel Sapucaia fica na fronteira com o Paraguai, na cidade de Capitán Bado, e a 399 Km de Campo Grande. Com informações da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul

Inscrições para IFPR prorrogadas para dia 12

Foi prorrogado até 12 de outubro (quinta-feira) o prazo de inscrições para o Processo Seletivo do IFPR. O prazo anterior era dia 8, este domingo. No Litoral, são 300 vagas em 8 cursos, no Campus Paranaguá: 180 vagas de nível superior e 120 de cursos técnicos de nível médio. A novidade na região é o curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, de nível superior, com 40 vagas e duração de cinco semestres. Cursos técnicos de nível médio Cursos de nível superior Em todo o Paraná são ofertadas 3.771 vagas nos cursos técnicos de nível médio e 1.637 nos superiores, distribuídas em 24 cidades do estado. Foram incluídos 15 novos cursos, sete superiores e oito técnicos de nível médio. As provas serão aplicadas no dia 19 de novembro. Os cursos do IFPR são gratuitos (não há cobrança de mensalidade) e estão distribuídos em 24 campi, estrategicamente situados em todas as regiões do Paraná. O Instituto conta com um qualificado corpo técnico e docente, fator que, aliado à qualidade e dedicação dos estudantes, tem garantido um elevado nível de Ensino, além de resultados expressivos no que diz respeito à Pesquisa e à Extensão. Veja os editais do concurso e o link para inscrições: http://reitoria.ifpr.edu.br/processo-seletivo-2018/ Processo Seletivo IFPR 2017-2018 (cursos presenciais) Prazo de inscrição: De 01 de setembro a 12 de outubro; pagamento até 13 de outubro de 2017 Valor da inscrição: R$ 50 Valor do curso: Gratuito Site para inscrição: http://concursos.funtefpr.org.br/ifpr2018/ Seleção: Provas dia 19 de novembro Início das aulas: 1º semestre de 2018 Nível e forma de oferta: técnicos subsequentes; técnicos integrados (para quem tem o Fundamental completo); superiores (para quem tem o Ensino Médio completo) Modalidade: presencial (nos campi do IFPR). Total de vagas: 5408 Quantidade de municípios (campi do IFPR): 24 Cursos a distância Além do processo seletivo para cursos presenciais, também estão abertas, até 15 de outubro, as inscrições para cursos técnicos subsequentes ofertados na modalidade a distância. Para esses cursos, são 6.080 vagas distribuídas em 39 polos localizados em municípios dos estados do Paraná e de São Paulo. Não há taxa de inscrição e esses cursos também são totalmente gratuitos. Os cursos a distância ofertados pelo IFPR neste processo de seleção são os de Logística; Agente Comunitário de Saúde; Administração; Meio Ambiente; Serviços Públicos e Segurança do Trabalho e estão disponíveis de acordo com o polo – há polos que oferecem todos eles e outros que oferecem apenas alguns. Podem se inscrever os candidatos que já possuem o Ensino Médio completo. As atividades acadêmicas têm início ainda neste ano e os cursos têm duração de dois anos. A seleção será realizada em uma única etapa, que consiste na avaliação do desempenho escolar dos estudantes durante o Ensino Médio nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática. Processo Seletivo IFPR/EAD 2017 (cursos a distância) Prazo de inscrição: De 18 de setembro a 15 de outubro de 2017 Valor da inscrição: Gratuito Valor dos cursos: Gratuito Site para inscrição: ead.ifpr.edu.br Seleção: análise do histórico escolar Início das aulas: novembro de 2017 Nível e forma de oferta dos cursos: técnicos subsequentes (para quem já concluiu o Ensino Médio) Modalidade: a distância (com encontros semanais nos polos parceiros) Total de vagas: 5.680 Quantidade de municípios (polos parceiros): 39

Preso suspeito de ter amarrado e matado mulher em Guaratuba

Policiais civis prenderam, na tarde deste sábado (7), em Guaratuba, o suspeito de ter matado Maria de Fátima Bressan. Jairo Alexandre Nogueira, de 29 anos, foi detido em um barco ancorado na baía de Guaratuba,  próximo à Praça Central. Ele era procurado desde agosto. Maria de Fátima, de 54 anos, conhecida como "Poetisa" foi encontrada morta em sua casa, no dia 23 de agosto. Ela estava em sua cama amarrada pelos pulsos com os braços para trás. O Ela morava na travessa Julia Wanderlei, no bairro do Brejatuba. Ela teria sido morta por estrangulamento alguns dias antes.