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Pinguins são soltos em Pontal depois de reabilitação

Na manhã desta sexta-feira (30), sete pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) retornaram para o seu ambiente natural.

Os animais foram liberados no balneário de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, às 11h da manhã. Eles estavam sob os cuidados do Centro de Reabilitação do Centro de Estudos do Mar da UFPR e foram atendidos pela equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

Eram oito pinguins, mas um deles ainda teve que continuar a receber cuidados. “Um dos pinguins ainda está em reabilitação, o quadro que vinha positivo se estabilizou e a equipe achou melhor não soltar o animal”, informou a equipe do LEC ao Correio do Litoral. No vídeo acima não aparecem todos porque “o sétimo ficou um pouquinho para trás e não apareceu nas imagens, ele tava meio rebelde”, explicou o LEC.

No inverno, os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) afastam-se das colônias na Patagônia, Argentina, em busca de alimento, seguindo as correntes marítimas que os trazem para a região sul e sudeste do Brasil. Durante esse período é comum essas aves aparecerem em nossas praias paranaenses.

Infelizmente alguns indivíduos não conseguem se alimentar bem, ficam debilitados e acabam encontrados mortos no litoral, entretanto alguns que chegam cansados ou debilitados são atendidos e podem ser reabilitados. Em geral os animais chegam magros, desidratados, com frio (hipotermia) e muitos com doenças e ferimentos que necessitam de cuidados. No Paraná, as aves vivas são encaminhadas para o centro de reabilitação e recebem atendido médico veterinário especializado.

Nos primeiros dias, os pinguins recebem hidratação, conforto térmico e papa de peixe para facilitar a alimentação. Os animais encontrados com ferimentos recebem tratamento específico e são prescritos medicamentos para reduzir a dor, infecção e a inflamação.

Os animais estabilizados são encaminhados para recintos externos com os outros pinguins em reabilitação e quando conseguem se alimentar de peixes sozinhos ficam aptos para a soltura. Antes da liberação, todos passam por exame clínico e são marcados com microchip. Após estes procedimentos recebem um “atestado de saúde” para a liberação.

Cerca de 40 profissionais capacitados participam do processo de reabilitação de animais marinhos no litoral do Paraná, entre estes médicos veterinários, biólogos e oceanógrafos.

A UFPR é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.


Texto e fotos: LEC-CEM-UFPR/PMP-BS

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