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Continua monitoramento na baía por causa de derramamento de óleo

A Prefeitura e os órgãos ambientais continuam monitorando a baía de Guaratuba para verificar eventuais danos ao meio ambiente por causa so vazamento de óleo ocorrido no sábado (11).

Junto com o Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Ambiental – Força Verde e Capitania dos Portos do Paraná, o Município investiga as causas, os responsáveis e a dimensão do acidente.

Conforme fonte da Rádio Litorânea, que foi o veículo que divulgou primeiramente o caso, teria havido um vazamento de uma quantidade “entre 400 e 600 litros de óleo diesel” “por volta das 6h30, no local em que as balsas da F. Andreis (empresa que realiza a travessia) ficam estacionadas”. De acordo com a fonte não revelada “o gatilho da bomba de combustível estava destravado e o óleo diesel vazou na hora do abastecimento de um barco”.

Foto: Rádio Litorânea

Por sua vez, a Concessionária Travessia de Guaratuba (pertencente à F. Andreis) nega que tenha ocorrido qualquer acidente na empresa e afirma que não realizou abastecimento de embarcação no sábado. Segundo funcionários da empresa, o óleo foi visto nas primeiras horas da manhã, vindo da parte interna da baía, e ficou represado no remanso onde fica o embarque.

Assim que houve a denúncia, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local, seguida de Marcius Sérgio Lozinski, da Defesa Civil do Município. Por volta das 13h, os bombeiros usaram uma embarcação para vistoriar a baía e constataram que a mancha se concentrava no local de embarque e de estacionamento das balsas e ferryboats. Marcius Lozinski e os bombeiros tentaram conter o óleo usando duas pequenas barreiras flutuantes.

Em seguida chegaram a oceanógrafa Lorena Collares e o fiscal ambiental Adriano Luiz dos Santos, ambos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a equipe da Polícia Ambiental e a gerente da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaratuba e servidora do IAP/IAT, Célia Cristina Rocha.

O subtenente da Força Verde Nelson Mansani e Celia Rocha vistoriaram as instalações da concessionária sob o olhar atento da oceanógrafa Lorena Collares. Primeiramente verificaram os licenciamentos ambientais que, segundo a Polícia Ambiental, estavam corretos. Em seguida vistoriaram tanque, bomba, mangueiras e o local de abastecimento de combustível. As planilhas mostradas apontavam que o último abastecimento havia ocorrido na sexta-feira (10), conforme haviam afirmado os funcionários.

A reportagem do Correio acompanhou toda a vistoria e atuação dos órgão no local. Não foi encontrado qualquer ponto de vazamento do combustível e não havia como dimensionar o volume de óleo que vazou. A mancha era extensa, mas fina e dispersa. Segundo um funcionário da F. Andreis, não passavam de alguns poucos litros.

Indiferente à situação, os costumeiros pescadores de trapiche continuavam sua pesca no local de embarque já no sábado. Na manhã de domingo (11), havia pequenos vestígios do óleo e pudemos encontrar peixes nadando ao lado do local de abastecimento, inclusive uma parati de cerca de 30 centímetros.

As conclusões da investigação da Polícia Ambiental deverão ser encaminhadas à equipe do IAT/IAP que deverá fazer o relatório final. Os dois órgãos vão percorrer a baía a barco nesta segunda-feira (13) para conferir a situação.

Nesta manhã, a equipe da Prefeitura – Marcius Lozinski e Lorena Collares – voltou ao embarque do ferryboat e não encontrou vestígios do óleo no local. O monitoramento vai continuar.

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