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APA de Guaratuba pode ter novo reconhecimento internacional

apa-guaratubaA Área de Proteção Ambiental de Guaratuba poderá ser enquadrada como sítio de preservação internacional.

A unidade de conservação que abrange mais de 90% do município é uma das sete em todo o Brasil que poderão ser incluídas na Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, por causa da cidade iraniana onde foi estabelicida, em 1971.

No último dia 14, os integrantes do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) aprovaram a criação de novos sítios Ramsar. Agora, as indicações brasileiras serão levadas à avaliação do corpo técnico do Secretariado da Convenção de Ramsar para análise final. Caso sejam aprovadas, tornam-se sítios Ramsar, que são áreas úmidas de importância internacional.

Além da APA de Guaratuba, as áreas propostas ficam nas Reservas Biológicas do Atol das Rocas, e do Guaporé, na Área de Proteção Ambiental e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, na Estação Ecológica do Taim, e nos Parques Nacionais do Viruá e da Ilha Grande. Depois de aprovados, os novos sítios somam-se aos outros 12 já instituídos no Brasil pelos participantes da Convenção de Ramsar, que deve se reunir no Uruguai em meados de 2015.

Convenção de Ramsar

A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, é um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países, com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de zonas úmidas em todo o mundo. Essas áreas fornecem serviços ecológicos fundamentais para espécies de fauna e flora e para o bem-estar de populações humanas.

Além de regular o regime hídrico de vastas regiões, também funcionam como fonte de biodiversidade em todos os níveis, cumprindo, ainda, papel relevante de caráter econômico, cultural e recreativo. Ao mesmo tempo, atendem necessidades de água e alimentação para uma ampla variedade de espécies e para comunidades humanas, rurais e urbanas.

Com informações do Ministério do Meio Ambiente/Luciene de Assis
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