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Jovem que pegou carro confessa que matou padre

Foto: Facebook

O jovem que foi flagrado, na semana passada, conduzindo o carro do padre Auci Ribeiro Lucas, foi encontrado hoje e confessou o homicídio. Ele foi identificado como Marcos Roberto Nunes. Segundo a polícia, ao confessar o crime, o jovem disse que usou um banco de madeira e uma pá para cometer o crime.

Padre Auci foi encontrado morto na noite de sexta-feira (7), em Matinhos. Seu corpo tinha sinais de tortura e um corte profundo no pescoço, em uma casa de sua família, na rua da Mata, no bairro Tabuleiro. As primeiras avaliações dos peritos indicaram que a morte teria ocorrido varios dias antes. Auci Ribeiro estava desaparecido há uma semana.

Na segunda-feira (2), o automóvel utilizado por ele, um Fiat Strada com placa de Tunas do Paraná, circulava em Paranaguá com dois jovens dentro. Quando viram a Polícia Militar tentaram despistar e foram perseguidos. Acabaram abandonando o veículo um beco no bairro Bertioga, em Paranaguá e fugiram a pé. Acabaram sendo detidos.

Um dos rapazes, de 21 anos, que dirigia o carro, disse que tentou fugir pois não tinha habilitação. Também contou que o veículo era do padre Lucas, que seria seu amigo e o emprestou. O automóvel, registrado em nome da Mitra Diocesana de Paranaguá, foi levado ao pátio do 9ºBPM e os jovens encaminhados à Delegacia da Polícia Civil. Como não havia queixa de roubo ou furto, os dois acabaram liberados.

Padre Auci atuou em várias paróquias da Igreja Católica de Paranaguá e atualmente estava na cidade de Doutor Ulisses.

 

O relato do crime

De acordo com o delegado Lúcio Lugli, o suspeito confessou e deu detalhes do crime. “Tudo começou com um desentendimento entre ele e Auci, na casa do padre. Ele teria pegado um banco de madeira e quebrado na cabeça da vítima”, explicou. Segundo o delegado, na sequência, ele pegou o carro do pároco e fugiu até Paranaguá.

No meio do caminho, ele resolveu voltar. “Ele ficou receoso que o padre acordasse e chamasse a polícia.” Aí, o jovem de 21 anos resolveu terminar o serviço. De acordo com o delegado, ele pegou uma pá cortadeira e deferiu vários golpes na cabeça do padre, até matar o homem.

O rapaz, então, resolveu recolher alguns objetos para atrapalhar as investigações da Polícia. “Ele pegou copos e outras coisas que poderiam ter impressões digitais dele, juntou tudo e colocou em uma sacola.” Segundo Lugli o homem ainda pegou uma quantia de R$ 90 da carteira do padre e levou o celular dele antes de fugir com o carro da vítima.

A sacola foi jogada na BR-277 e não foi encontrada. O celular foi vendido e o dinheiro foi encontrado com ele. De acordo com o delegado, o crime já está praticamente elucidado. “Ele confessou que matou o padre por um desentendimento. Foi um crime passional.” Segundo Lúcio, o jovem relatou que Auci pagava o rapaz para manter relações sexuais com ele.

Ainda segundo o delegado, o homem não estava nervoso durante o depoimento. “Ele estava muito tranquilo, relatou os fatos com a maior naturalidade.” Segundo Lucio Lugli, o caso só elucidado rapidamente pela parceria entre Polícia Civil e Militar. “Foi um trabalho conjunto, onde todas as partes se esforçaram e, assim, conseguimos um resultado rápido”, ressaltou.

A justiça decretou prisão temporária de 30 dias para o rapaz. Como ele levou coisas da casa do padre, o crime pode ser enquadrado como latrocínio (roubo com homicídio) e o rapaz pode pegar até 30 anos de cadeia. A Polícia ainda procura outro homem, que também estaria envolvido no crime, ou em parte dele. Isso porquê, ele foi visto andando no carro do padre no mesmo dia do assassinato. (Lucas Karas-Massa News)

Com informações da Polícia Militar / Polícia Civil  Miro Ferraz News / Lucas Karas-Massa News

 

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