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Promotoria pede prisão de ex-delegado de Matinhos

Delegado Max Dias Lemos

A 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos apresentou nesta segunda-feira (7) denúncia criminal contra o delegado Max Dias Lemos, afastado sob acusação de peculato e tráfico de drogas.

De acordo o Ministério Público do Paraná, o delegado apropriou-se indevidamente de drogas (aproximadamente 417 gramas de cocaína) apreendida em operação policial, realizada em julho de 2017 na cidade. “O objetivo seria revender a mercadoria a terceiros”, diz o MP.

Max Dias foi afastado temporariamente de suas funções em janeiro deste ano, quando foi preso em decorrência da Operação Atrox, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ibaiti, para apurar os crimes de tráfico de drogas e corrupção.

Segundo o Ministério Público, “as investigações na época demonstraram que o delegado teria liberado ilegalmente traficantes, presos quando transportavam drogas de Ibaiti a Matinhos, e adulterado peças de inquérito policial, mediante o recebimento de vantagem indevida”. Recentemente, no entanto, o delegado foi solto mediante monitoramento eletrônica.

Na denúncia, a Promotoria de Matinhos requer a prisão preventiva do delegado, “como forma de preservar a ordem pública, uma vez que, mesmo após ter sido preso em janeiro deste ano, verificou-se, na Delegacia de Polícia, o desaparecimento de drogas que haviam sido apreendidas no âmbito de outros inquéritos que eram conduzidos por ele”.

O juiz da Comarca de Matinhos, Ricardo Jose Lopes, aceitou a denúncia e determinou a prisão preventiva do delegado. Max Lopes se apresentou por volta das 19h desta quarta à polícia.

O outro lado

Na ocasião da prisão de Max Dias, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol) defendeu-o e atacou o Ministério Público, também tratou de outros casos envolvendo o MP. Leia o trecho da nota que trata do caso de Matinhos e link para sua íntegra. A nota foi divulgada no dia 31 de janeiro:

Nota de esclarecimento e apoio ao Delegado Max Dias Lemos

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná e a Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves, no intuito de desfazer os ataques midiáticos e irresponsáveis promovidos pelo GAECO e pela promotora de Ibaiti, Dunia Serpa Rampazzo, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

O Delegado Max Dias Lemos é um profissional honrado e competente e cumpriu com probidade e zelo sua missão constitucional. A Polícia Judiciária deve atuar com isenção e imparcialidade e é um dever, do Delegado de Polícia e seus Agentes, rechaçar qualquer tentativa do órgão acusador de interferir na busca da verdade.

Demonstrando imaturidade jurídica ao ser confrontada com um ato legal e fundamentado do Delegado de Polícia, a promotora Dunia Serpa Rampazzo adotou o comportamento de uma deusa de personalidade doentia, que não admite ser contrariada em seus devaneios investigatórios. Para satisfazer seu desejo de vingança, violou a Constituição Federal, induziu o magistrado a erro e denegriu a imagem da Polícia Judiciária.

Link para a íntegra da nota do Sidepol: http://sidepol.org.br/2018/01/nota-de-esclarecimento-e-apoio-ao-delegado-max-dias-lemos-2/

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