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Guaratuba participa de pesquisa sobre teste para Covid de professor da UFPR

Luciano Huergo no Laboratório da UFPR Litoral Imagem: Reprodução do Jornal Nacional / G1

A Secretaria Municipal da Saúde está apoiando umas das pesquisas científicas mais promissoras sobre a Covid-19 que estão sendo feitas no meio acadêmico, a criação de um teste rápido e barato para detectar a doença. O trabalho está sendo desenvolvido pelo professor Luciano Fernandes Huergo, que mora em Guaratuba e coordena o Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Federal do Paraná no Litoral.

Seu teste já chamou atenção de pesquisadores do mundo inteiro pela rapidez, facilidade e por custar menos do que 1 dólar, ou aproximadamente R$ 5,00.

Como parte do processo de pesquisa está a validação. O professor explica que seu teste detecta se a pessoa já teve contato com o vírus e desenvolveu anticorpos. “Para validação a gente pega amostras de pessoas que já tiveram Covid e o vírus foi detectado por um outro exame chamado RT-PCR, e também de pessoas que tiveram resultado negativo”, disse ao Correio do Litoral e ao Jornal de Guaratuba. A comparação dos resultados permite saber a eficiência do novo teste.

Huergo contou que já tinha feito validação do teste com amostras cedidas por duas instituições de Curitiba, o Hospital das Clínicas e o Hospital Erasto Gaertner. Nesses casos, ele trabalhou com soros sanguíneos. Faltava fazer o teste com o chamado sangue bruto, retirado do paciente na hora.

Isso foi feito em convênio com a Secretaria da Saúde de Guaratuba e a colaboração de pacientes convalescentes, que já estavam curados e também pessoas que não tiveram a doença.

“Essa parceria com a Prefeitura de Guaratuba está sendo muito importante para fazer a validação do sangue das pessoas e fazer o que chamamos de análise no ponto de atendimento”, comentou “Como o teste desenvolve uma cor, a gente consegue fazer uma inspeção visual na própria unidade de saúde”.

Resultados – De acordo com o pesquisador, o resultado, conseguido em questão de minutos, deu 100% de acerto no que se chama especificidade, quando não dá nenhum falso positivo, ou seja, não considerou positivo nenhum caso que era negativo. Em relação ao acerto de casos, quando apontou positivo, essa testagem deu um acerto de 93%, o que é considerado bom nesta fase.

Professor Luciano Huergo explica que os estudos ainda estão em andamento. O teste é indicado para detectar os anticorpos 15 dias depois que a pessoa teve contato com o vírus. “Mas a sensibilidade do método tem sido tão alta que já conseguimos detectar em pessoas com o início dos sintomas”, informou.

Luciano Huergo é coordenador do Laboratório de Microbiologia Molecular da UFPR Litoral – foto: UFPR

Reportagem do Correio do Litoral e do Jornal de Guaratuba

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