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Festa do Divino e Cultivo da Ostra são declarados patrimônio de Guaratuba

Duas leis sancionadas pelo prefeito Roberto Justus depois de aprovadas pela Câmara de Vereadores declaram como patrimônio imaterial do Município de Guaratuba a Festa do Divino Espírito Santo e a manifestação cultural religiosa dos foliões do Divino (Lei nº 1.878) e o cultivo e preparo da Ostra Nativa da Baía de Guaratuba (Lei nº 1.879). 

O registro de patrimônio imaterial dos dois bens culturais e históricos de Guaratuba faz parte da programação do aniversário de 250 anos da cidade. 

As declarações serão encaminhadas pela Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo para o Registro de Bens Imateriais perante a Secretaria de Cultura do Estado do Paraná e ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O material que será encaminhado está sendo elaborado desde o início do ano, com pesquisa em fontes históricas, relatos colhidos através da metodologia de entrevistas de História Oral, fontes periódicas e fontes imagéticas de arquivos pessoais e, no caso das ostras, visita às áreas de cultivo na comunidade do Cabaraquara. 

Festa e foliões do Divino Espírito Santo de Guaratuba

A festa de origem açoriana ocorre tradicionalmente nos mês de julho de cada ano tendo engajamento e apoio de toda a comunidade local. A Festa do Divino teve seu início no período da colonização do Brasil. 

Em Guaratuba é tradicionalmente organizada há mais de 117 anos por um casal “festeiro-mor” escolhido pelos demais casais festeiros. Antigamente, a cerimônia era simples e realizada apenas uma missa e a procissão. Mais tarde uma pequena festividade foi anexada ao louvor, mas tinha a duração de um dia e não dez, como acontece atualmente. Com o passar dos anos o evento cresceu. No mês de julho, com uma estrutura maior, a festa acontece com diversas atrações e apresentações artísticas que acontecem após as novenas em louvor ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade.

Cultivo da Ostra Nativa de Guaratuba

O cultivo da ostra da baía de Guaratuba e suas peculiaridades faz parte da história, da identidade, da cultura e economia de Guaratuba. Os maricultores de Guaratuba foram pioneiros no cultivo da ostra nativa. Entende-se o Cultivo da Ostra Nativa de Guaratuba como um saber, um conhecimento e um modo de fazer enraizado na comunidade do Cabaraquara. 

A região foi visitada por especialistas japoneses que viajaram pelo Brasil e também avaliaram ostras produzidas em várias regiões do mundo. Os especialistas afirmaram que a ostra nativa da baía de Guaratuba, na parte sensorial, é a melhor do país e uma das 3 mais saborosas do mundo. 

Primeiro cultivo no Brasil na técnica de longline – cultivo de ostras em linhas e boias, com submersão total. As “sementes” são colocadas em estruturas submersas na água para se desenvolverem. Depois que atingem um tamanho maior, as ostras são transferidas para as chamadas lanternas, que são como gaiolas feitas de tela de nylon, com vários andares. Em Cabaraquara, o visitante pode conhecer o cultivo de ostras e deliciar-se com a iguaria nos restaurantes locais. A Associação Aguamar tem cerca de 17 associados com produção anual de cerca de 70 a 100 mil dúzias de ostras nativas.

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