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Meteorologia atenta ao risco de tempestade na costa da Região Sul

Modelo numérico do Simepar
Modelo numérico do Simepar

O tempo permanece instável na segunda-feira no Paraná com chuvas e temperaturas elevadas. Mas a maior preocupação dos meteorologistas vem do mar.

“A semana começa com os centros meteorológicos atentos às condições do Oceano Atlântico, onde um sistema de baixa pressão se intensifica bastante sobre o mar, muito próximo da costa litorânea da Região Sul.

Os prognósticos indicam chuvas, ventos e mar muito agitado, que podem afetar o litoral sul de SC e norte do RS com mais intensidade. Portanto, esta situação exige um acompanhamento das atualizações dos simuladores computacionais (modelos numéricos de previsão do tempo), que hoje mostram um risco maior de transtornos entre a terça e quarta-feira.”

A análise acima é do Instituto Simepar – órgão de meteorologia do Paraná, que está atento para o risco de uma nova tempestade subtropical ou tropical. Se for uma tempestade subtropical, será a segunda que ocorre na costa brasileira neste ano. Se for tropical, será a primeira desde “Anita”, de março de 2010.

O ciclone subtropical tem ar quente em superfície e frio em altitude e é de menor intensidade e duração. Ele pode evoluir para um sistema puramente tropical, apenas com ar quente, que tem condições de ter maior duração e intensidade.

Meteorologistas do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, divulgaram uma nota e afirmam que mesmo sobre o oceano, a nova formação merece atenção ao monitoramento, principalmente para quem reside no litoral.

É pouco provável ainda uma ocorrência nas dimensões do furacão “Catarina”, que atingiu a costa brasileira em 2004. Após o desenvolvimento de um ciclone meramente extratropical, na tarde do dia 12 de março de 2004, no Oceano Atlântico, altura do litoral brasileiro, e que dias depois remanesceu alcançando a categoria de um furacão de categoria 2, na Escala Saffir-Simpson, com ventos de até 180 km/h, o “Catarina”, primeiro furacão documentado no Atlântico Sul, produziu muitos estragos no litoral norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, com dezenas de casas danificadas e 10 mortes.

Até abril de 1991 acreditava-se que ciclones tropicais não teriam condições de sobrevivência no Atlântico Sul. As condições mudaram e em 2004 ocorreu o furacão Catarina.

Nos últimos anos tem-se notado um aumento na frequência de ciclones subtropicais e que estão evoluindo para tempestades subtropicais ou até mesmo tropicais, principalmente na costa do Brasil.

Diante do cenário, o Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil, desde 2011 adotou uma nomenclatura para a formação de sistemas de baixa pressão atmosférica subtropicais ou tropicais, quando apresentam vento sustentado acima de 65 km/h em sua área de atuação. Todos, em alusão à tribo indígena Tupi-Guarani.

Caso venha a se confirmar nos próximos dias, a segunda tempestade subtropical observada em pouco mais de um mês sobre a costa brasileira em 2015 ou a primeira tempestade tropical desde “Anita”, de março de 2010, receberá o nome em Tupi-Guarani de “Cari”, que significa “homem branco”.

Os modelos numéricos, ressaltam os meteorologistas, deixam nítido o desenvolvimento da área de baixa pressão em São Paulo e com deslocamento rapidamente para sul/sudoeste, o que levaria vento forte e chuva volumosa, principalmente ao leste de Santa Catarina. Imagens abaixo do Cptec/Inpe

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*Vale ressaltar que as informações expostas neste post são meramente a título de curiosidade pelo o que se desenha no campo meteorológico nos próximos dias. Avisos meteorológicos oficiais no Brasil são emitidos apenas pelo Cptec/Inpe, Inmet e Marinha do Brasil e secundários regionais pelo Epagri/Ciram, Funceme, Incaper e Simepar. Já alertas meteorológicos, em situações de monitoramento e/ou risco eminente, sempre são emitidos pela Defesa Civil de cada região. 

Fontes: Simepar / Cptec/Inpe / NOAA / National Hurricane Center (NHC- EUA) / De Olho No Tempo Meteorologia / Climatologia Geográfica
Edição: De Olho No Tempo Meteorologia – CorreidoLitoral.com
Imagens: Simepar / Cptec/Inpe
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