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Governo faz cadastro dos produtores de ostras no Litoral

Ostreicultura no Paraná (foto: FDA Adapar)

Ostreicultores do Litoral do Paraná estão sendo cadastrados pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. 

Na última quarta-feira (25), fiscais da Unidade Regional de Paranaguá, estiveram em Guaraqueçaba para o cadastramento e atualização de cadastro dos produtores das ilhas e regiões costeiras do município.

O trabalho faz parte da campanha de atualização de rebanhos no Paraná, onde todos os animais de produção devem ser cadastrados e seu saldo atualizado, a produção de animais aquáticos também está incluída.

O gerente regional de Paranaguá, o médico veterinário Elio Credo, este é um trabalho diferenciado, pois somente no litoral temos estes cultivos de ostras. “É um passo importante, sendo base para o início do Programa Nacional de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves no Paraná”, afirma Credo.

Testes de água e amostragens

O Programa será responsável pelo monitoramento das ostras nestes locais, informa o médico veterinário Claudio Sobezak, coordenador do Programa de Sanidade dos Animais Aquáticos. O monitoramento será realizado com base nos testes de água e de amostras de ostras coletadas, e tem como objetivo detectar possíveis contaminações microbiológicas e biotoxinas marinhas. O monitoramento a ser implantado será essencial para garantir a qualidade e segurança destes alimentos.

60 mil ostreicultores

Atualmente, apenas nas baías de Guaratuba e Paranaguá, há em torno de 60 famílias vivendo da atividade de produção (ostreicultura), sem contar com a atividade extrativista. As ostras apresentam grande importância econômica para várias regiões litorâneas, visto que a produção no Paraná está acima de 100 mil dúzias/ano.

Informação: As ostras são moluscos bivalves que se desenvolvem em águas marinhas dentro de conchas duplas de formatos irregulares. As ostras alimentam-se de plâncton, algas e outros microorganismos através do processo de filtração da água, e em caso de contaminação das águas, podem passar a contaminar temporariamente as ostras. 

As ostras são apreciadas em diversos pratos culinários, inclusive sendo consumidas in natura.

Baía de Guaraqueçaba (foto: FDA Adapar)
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