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Ação nas Ilhas de Paranaguá promove saúde e combate a violência contra a mulher

O evento, realizado na Comunidade de Amparo, teve como foco principal o combate à violência doméstica e o cuidado com a saúde feminina
Fotos: Moysés Zanardo / PMP

Em uma iniciativa que uniu forças de segurança pública, saúde e assistência jurídica, as comunidades marítimas de Paranaguá receberam uma ação intensiva de conscientização e acolhimento neste mês de março. O evento, realizado na Comunidade de Amparo, teve como foco principal o combate à violência doméstica e o cuidado com a saúde feminina dentro da campanha Março Lilás.

A delegada da mulher, Emily Lugli, destacou que o primeiro passo para romper o ciclo da violência é o conhecimento. Segundo ela, muitas mulheres ainda não identificam agressões morais e psicológicas como formas de violência que podem escalar para agressões físicas e até o feminicídio.

“O que acontece quando a mulher não denuncia é que a agressividade vai crescendo. É fundamental mostrar que a Polícia Civil está presente aqui nas ilhas e que ninguém precisa enfrentar isso sozinha”, pontuou a delegada.

A segurança ostensiva e o suporte imediato foram temas centrais na fala do Cabo Augusto Fernando Araújo Neto, da Patrulha da Costeira. Atuando desde 2019 na região, ele reforçou a importância do canal de emergência.

“No momento em que a pessoa se sente vítima, deve acionar o 190. A Polícia Militar atende 24 horas por dia”, explicou o cabo. Ele detalhou que o trabalho é contínuo, a Patrulha Costeira faz o atendimento imediato e, posteriormente, a Patrulha Maria da Penha realiza o acompanhamento da vítima para garantir que ela permaneça segura.

Para a enfermeira da Marítimas, Viviane Malaquias Fogaça, o evento não foi apenas sobre denúncias, mas sobre humanização. “Nosso objetivo é ser a primeira porta de entrada para o acolhimento. Trabalhamos em rede para que elas saibam que não estão sozinhas”, afirmou.

A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, representada pelo farmacêutico Murilo Cereda Silva, que ressaltou o caráter preventivo do Março Lilás. Além das orientações de segurança e defesa pessoal, a comunidade teve acesso a exames e orientações de saúde.

Integração e reconhecimento local

O sentimento de pertencimento foi destacado pelo delegado do Nucria, Emanuel Brandão, que reforçou como a integração entre a Polícia Civil, Militar e o Poder Municipal faz com que os moradores das ilhas se sintam valorizados.

Para quem vive no dia a dia da comunidade, como a moradora Ana Paula Honório Santos, a chegada desses serviços é essencial. “Muita gente não tem conhecimento ou não procura atendimento de saúde. Com essas ações, as pessoas tomam conhecimento dos seus direitos e do cuidado com o corpo”, relatou Ana Paula.

Canais de Ajuda:

Urgência e Emergência: 190 (Polícia Militar)

Denúncias e Orientações: Disque 100 ou 180

Acompanhamento: Delegacia da Mulher e Patrulha Maria da Penha

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