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Litoral vê crescimento rápido nas confirmações de casos de dengue

Mosquito Aedes aegypti | foto: Ministério da Saúde

O Informe Semanal da Dengue divulgado nesta terça-feira (dia 6) pela Secretaria de Estado da Saúde (a Sesa) registra 7.238 novos casos e mais dois óbitos pela doença no Paraná. 

Pontal 40 milhões

O período sazonal 2023/2024, que teve início em julho do ano passado, soma 29.075 casos confirmados. As duas novas mortes aconteceram em Apucarana, entre os dias 13 e 18 de janeiro. São dois homens, um de 22 anos e outro de 73 anos, ambos sem comorbidades. São oito óbitos em todo o Estado neste período.

Diferente do que vinha acontecendo nos últimos anos, o Litoral não está entre as regiões do Paraná com mais casos, mas os números estão crescendo rapidamente. Já são 1.217 confirmações no Informe Epidemiológico da Sesa, com 203 casos registrados nesta semana.

A situação é mais grave em Antonina, que inclusive decretou situação de emergência no dia 10 de janeiro. A cidade já tem 648 confirmações, sendo 108 só na última semana.

Paranaguá vem em seguida, com 462 casos, com 66 confirmações na semana que passou. As demais são Guaratuba – com 34 no total e apenas 1 caso informado na última semana –,  Morretes – com 31, sendo 28 em uma semana –, Matinhos – 24, sendo 3 no último informe – e Pontal do Paraná – 18, com 1 na semana. Guaraqueçaba ainda não tem nenhum caso registrado no informe da Sesa.

Transmissão – A transmissão da dengue acontece durante a picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus. Após a picada, os sintomas podem aparecer em até 15 dias.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é febre alta (39°C a 40°C) que dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. 

Podem ocorrer manchas que atingem a face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem ocorrer.

Ministra Nísia Trindade convoca população para enfrentamento à dengue

Nísia Trindade | Foto: Matheus Brasil/MS

Em pronunciamento exibido na rede nacional de rádio e TV, nesta terça-feira (6), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, convocou a população brasileira, governos, estados e municípios para uma mobilização de enfrentamento à dengue, em decorrência do aumento de casos no país. “Este é o momento de intensificar os cuidados e a prevenção. Agora é hora de todo o Brasil se unir contra a dengue”, declarou.

Em seu discurso, Nísia enfatizou que o combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, exige cuidados fundamentais no dia a dia, como tampar as caixas d’água, descartar o lixo corretamente, manter as vasilhas de água dos animais sempre limpas, guardar garrafas e pneus em locais cobertos e retirar água acumulada dos vasos e plantas. “Nessa missão, conte com o trabalho fundamental dos agentes de combate às endemias. Receba-os, ajude-os na localização e na erradicação de possíveis focos do mosquito em sua casa e na sua vizinhança”, acrescentou.

A prioridade do Ministério da Saúde para o combate ao mosquito foi reiterada pela titular da pasta. “Um Centro de Operações de Emergências foi montado para analisar diariamente a evolução dos casos e mobilizar as ações de todos os órgãos envolvidos no enfrentamento à dengue”, relembrou. O COE é uma estrutura organizacional para gestão de emergências em saúde pública e opera como uma unidade coordenadora que facilita e agiliza a tomada de decisões para ação e comunicação.

“É fundamental que os prefeitos e prefeitas intensifiquem os cuidados com a limpeza urbana, evitando o acúmulo de lixo e de água onde os mosquitos se proliferam. Da mesma forma, é essencial a ação dos governadores, apoiando seus sistemas de saúde”, destacou a ministra da Saúde.

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