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Corpo de Bombeiros alerta para perigo das correntes de retorno

O Corpo de Bombeiros pede à população que se atente à sinalização e lembra que desde o início do Operação Verão Paraná 2018/2019 já foram registrados 776 salvamentos e 13 óbitos por afogamento no Litoral do estado.

Um estudo constante no Manual de Salvamento Aquático do Corpo de Bombeiros do Paraná aponta que mais de 80% dos casos de afogamento estão relacionados às correntes de retorno.

A corrente de retorno é forte, estreita e rápida e geralmente é formada em regiões de águas rasas e com bancos de areia sedimentados aos lados dela (onde as ondas quebram). Ao voltar para o mar, as águas formam uma corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela área (coisas ou pessoas). Sendo assim, se alguém decidir nadar ali, pode ser carregado e se afogar.

De acordo com o comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e coordenador das ações dos Bombeiros no Litoral desta temporada, tenente-coronel Gerson Gross, não é muito fácil para o banhista observar este fenômeno.

“Por isso nós sinalizamos com placas de perigo, mas se você observar um lugar sem ondas [olhando de fora], que esteja margeado por bancos de areia onde quebram ondas, ou próximo a costão rochoso, desconfie”, conta o coronel.

Ainda segundo o oficial, ao perceber que está numa situação crítica o banhista se desespera, entra em pânico e acaba se afogando. “É neste momento que ele deve manter a calma, manter a flutuação, sinalizar que está em dificuldades, não nadar contra a corrente e sim para um dos lados onde tem banco de areia [se tiver condições técnicas e físicas], nadar para a praia somente quando estiver fora da corrente, ou aguardar pelo resgate”, explica o tenente-coronel.

Os banhistas podem observar as correntes de retorno de um ponto mais alto do nível da água, como barranco, calçadão, prédios, etc., mas a dica do Corpo de Bombeiros é sempre frequentar as praias protegidas pelos guarda-vidas. “Todos os 13 óbitos por afogamento registrados neste ano foram em área não protegida por guarda-vidas”, conta o tenente-coronel.

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