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Carta 247. Encontros do verão

Há 12 dias, a tragédia do tsunami no Japão, que causou a morte de 19 mil pessoas, fez o seu décimo aniversário. Exatamente naquela data, 11/03/2011, também o litoral do Paraná foi atingido por uma calamidade: ocorriam grandes deslizamentos e escorregamentos de solo e rocha, nas encostas dos morros da região toda.

Foi naquele dia que surgiu aquela imensa cicatriz na encosta do Morro do Bom Brinquedo, no bairro Laranjeiras, Antonina. Também havia deslizamentos em muitos outros pontos do morro referido, inclusive na trilha que conduz ao Mirante da Pedra. Por esta razão, a partir daquela data não era mais possível visitar o famoso mirante, um dos meus pontos favoritos de Antonina.

Na última sexta-feira encontrei a simpática nova secretária de Turismo de Antonina e pedi a ela para organizar a remoção da terra e dos entulhos cobrindo a trilha do Mirante desde 2011. Então ela me deu a boa notícia que este trabalho já tem sido feito e que a trilha se encontra relativamente acessível, com as pessoas visitando a mirante novamente.

Na segunda-feira eu fui verificar e descobri que é verdade, apesar da parte inicial da trilha, ao pé do morro, possuir um trecho um pouco encharcado. Subi a trilha às 14h, e apesar deste ser o horário mais quente do dia, encontrei na trilha outras dez pessoas, distribuídas sobre três grupinhos independentes.

O mirante se encontra em local ermo, mas, pelo tipo de público encontrado na trilha (um jovem casal; um par de pais com os seus três filhos jovens; três rapazes), pude concluir que a subida está sendo considerado segura pela população local. Portanto, é uma aventura que eu posso lhes recomendar, sob a condição que você permanecer muito alerto.

Texto editado do original. André August Remi de Meijer é holandês e às vezes escorrega no português, mas é um profundo conhecedor da natureza do Litoral do Paraná. Leia abaixo a íntegra de sua Carta da Mata 247.

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