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Funai relaciona projetos com comunidades indígenas no litoral

Foto: Funai

A Fundação Nacional do Índio (Funai) publicou neste dia 20 de abril, um resumo da atuação da sua Coordenação Regional (CR) Litoral Sul junto às comunidades indígenas do litoral do Paraná.

Atualmente, existem 7 aldeias indígenas no litoral do Paraná, nos municípios de Morretes, Guaraqueçaba, Pontal do Paraná e Paranaguá. A etnia predominante é Guarani Mbya, e existem cerca de 10 a 20 famílias por aldeia.

A Funai informa que adotou, nas aldeias do litoral do Paraná, uma abordagem de respeito à cultura e autonomia dessas comunidades, “buscando articular, tanto com o setor público como com o setor privado, a execução de políticas públicas e de projetos que beneficiem os indígenas”.

Etnodesenvolvimento

Com exemplo de projeto ligado ao etnodesenvolvimento de comunidades indígenas no litoral paranaense, a Funai cita a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que promove criação de abelhas sem ferrão em todas as aldeias do litoral do Paraná. “As abelhas são consideradas sagradas para os Guarani e sua importância se dá tanto no âmbito cultural, já que a cera é utilizada para confecção de velas utilizadas nos rituais, como ambiental, pois sua presença é responsável pela polinização de inúmeras espécies da Floresta Atlântica”.

CR Litoral Sul tem adquirido sementes, galinhas poedeiras e apoiado a piscicultura e o preparo de solo e assistência técnica em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri/SC) e Emater, e também participou do Programa Ibirama, com várias ações voltadas à produção.

“Prosseguimos com os processos de aquisição de cestas básicas com o objetivo de atender a todas as famílias indígenas sob nossa jurisdição. Dentro das atribuições institucionais, a CR realiza o monitoramento, a fiscalização e a proteção territorial das Terras Indígenas, tanto com atividades planejadas quanto com ações emergenciais para conter invasões”, comenta o coordenador-regional do Litoral Sul, Eduardo Remus Cidreira.

Licenciamento ambiental

O órgão indigenista também acompanha o licenciamento ambiental do Plano Básico Ambiental nos projetos de ampliação do porto de Paranaguá, do porto de Pontal do Paraná, do licenciamento da Barragem da Terra Indígena Ibirama, do Canal Extravasor, da fábrica da BMW e do contorno rodoviário de Florianópolis, entre outros projetos. 

Além disso, contribui com o Plano de Gestão compartilhada da área de sobreposição entre a Terra Indígena (TI) Ibirama Laklãnõ e a Reserva Biológica do Sassafrás. A CR Litoral Sul contribui ainda com a recuperação de área degradada de monocultura de eucalipto na TI Salto Grande do Jacuí, com o aproveitamento da madeira para construção de 40 residências para os indígenas.

De acordo com o cacique Dionísio, representante da Terra Indígena Ilha da Cotinga, ações como essas servem para que a história da sua comunidade não se perca em meio à civilização. Para ele, a melhor forma de preservar a cultura Guarani, que está viva, é preservando seu povo, presente nas aldeias do Litoral do Paraná. “Muito melhor é visitar as aldeias e conviver com essa cultura enquanto está viva do que conhecê-la num museu”, ressalta o Cacique. 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Funai

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