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Casa de apoio de Guaratuba nega irregularidades e maus-tratos

O advogado que representa a Casa de Apoio Luz de Esperança entrou com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Paraná pedindo a cassação da liminar que determina o fechamento da instituição.

A informação é do jornalista Oswaldo Eustáquio, correspondente da Gazeta do Povo no Litoral. O advogado José Eduardo Gonçalves do Amaral, negou todas as acusações do Ministério Público que resultou na decisão judicial e as classificou de infundadas. “Não há provas que configurem privação de comida. Nem das pessoas que supostamente estavam carregando entulhos. Na realidade são dois familiares de um dos gestores da clínica, não são pacientes”, diz Amaral. “Se existissem os maus-tratos, a clínica deveria estar fechada”, questiona o advogado.

A Casa de apoio tem 20 dias para que seus pacientes deixem o local. O promotor de Justiça, Élcio Sartori argumenta que a entidade não tem estrutura mínima para oferecer o serviço e nem mantém condições adequadas de higiene. Segundo Sartori, a casa teria alvará para abrigar apenas oito pessoas e abrigava 44. Além disso, o promotor lembra que a legislação exige que idosos e pessoas com deficiência ou transtornos psiquiátricos sejam tratados separadamente, em locais diferentes.

Oswaldo Eustáquio também apurou que 22 dos 44 pacientes da entidade têm algum tipo de deficiência mental, são pessoas em situação de rua ou foram abandonados pela família. “É o caso de um senhor conhecido como Mazaropi, um ex-morador de rua. Ele diz que se sair dali, voltará às ruas. A secretária municipal do Bem-Estar e Promoção Social de Guaratuba, Nilsa Borges, garante que mesmo que Mazaropi volte às ruas terá a assistência básica do município”, informou Eustáquio.

Fonte: Oswaldo Eustáquio / Gazeta do Povo
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