Mais animais fogem do frio para o Litoral do Paraná

Um filhote recém-nascido de baleia-jubarte aparece morto na Ilha do Mel, um lobo-marinho descansa no Porto de Paranaguá e nova aparição de uma baleia-franca com seu filhote perto da praia, desta vez em Matinhos. Tudo isso em dois dias.
A jubarte foi encontrada por um morador na Praia Grande da ilha, na manhã de quarta-feira (1º). Técnicos do Projeto de Monitoramento das Praias (PMP) estiveram no local e realizam a autópsia do animal para investigar as causas da morte. O animal media cerca de 3,8 metros. Segundo os técnicos do PMP, ainda mantinha resquícios de cordão umbilical e tinha pouco tempo de vida.
O surgimento de baleias-jubarte são comuns no Litoral do Paraná, principalmente no inverno. Muitos espécimes aparecem mortos nas praias.
A baleia-jubarte pode ser vista em todos os oceanos e é uma espécie migratória, sendo as que ocorrem na costa brasileira parte da população do oceano Atlântico Sul.
Eles chegam a percorrer distâncias de mais de 25.000 km entre áreas de alimentação e reprodução. No Brasil, a sua distribuição é registrada desde o estado do Rio Grande do Sul até o Piauí, sendo a região da Bahia a área reprodutiva com maior frequência de uso pela espécie no Atlântico Sul Ocidental.
Já as baleias-franca são mais raras. Elas costumam ser avistadas no litoral sul de Santa Catarina, entre julho e novembro, para onde vão no inverno para acasalarem, terem seus filhotes e os amamentarem.
Nos últimos dias, já foram registrados três avistamentos desta espécie: um adulto e um filhote foram vistos na quinta-feira (26) nadando nas proximidades de Praia de Leste, em Pontal do Paraná; na sexta-feira, um espécime sozinho foi avistado perto da praia de Barrancos, também em Pontal; na manhã do domingo, uma mãe e um filhote foram vistos na praia de Gaivotas, em Matinhos. Podem ser os mesmos animais, mas não há certeza.

O outro aparecimento foi de um lobo-marinho da espécie subantártica. Ele foi visto por funcionários do Porto de Paranaguá na tarde desta terça-feira (31).
Ele ficou descansando em um pilar do cais até a manhã de quarta-feira (1º). O animal tinha um ferimento no olho esquerdo e estava magro.
Durante o período foi acompanhado pela equipe do PMP, que no Paraná é realizado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação, do Centro de Estudos do Mar da UFPR.